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Saúde (22)

Há uma semana, três lotes tinham sido reprovados em testes da Fiocruz

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que vacina pentavalente líquida, fabricada pela empresa Biologicals E. Limited, localizada na Índia, não seja mais utilizada no Brasil. O registro da vacina também foi indeferido na última segunda-feira. A proibição da importação e distribuição para os estados foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira. 

Na semana passada, o órgão regulador suspendeu pela terceira vez consecutiva a utilização das doses fabricadas pelo laboratório indiano neste ano. Outros lotes que apresentaram problemas em sua eficácia ainda foram proibidos em maio e junho. 

 

Os laudos de análises emitidos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz apresentaram resultados insatisfatórios no ensaio de aspecto. Conforme a Anvisa, foi detectada "a formação de grumos em lotes da vacina pentavalente líquida fabricada pela empresa Biologicals E. Limited". Com os resultados, foi determinada a suspensão da importação, distribuição e uso das doses em todo o país. 

A vacina pentavalente é indicada para imunização de crianças a partir de dois meses de idade contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenza tipo b. 

Falta de vacinas

A Secretaria Estadual da Saúde informa que não recebeu vacinas no mês passado, já que as doses a serem encaminhadas aos estados faziam parte dos últimos lotes suspensos pela Anvisa. No entanto, a SES informa que ainda não recebeu informações a respeito da falta de imunização nos municípios, mas admite que os estoques estão baixos. Não há prazo para o reabastecimento.

Em razão da interdição do lote da Anvisa, cerca de 30 cidades do interior de São Paulo estão sem doses disponíveis. O problema se repete em outras regiões do país. 

 

 

Fonte:CP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou três lotes de vacina pentavalente líquida, fabricadas pela empresa Biologicals E. Limited, localizada na Índia. A proibição foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira. Essa é a terceira vez que o órgão regulador suspende a utilização das doses neste ano. Outros lotes que apresentaram problemas em sua eficácia foram proibidos em maio e junho.

Conforme a Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, análise realizadas pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde da Fiocruz apresentaram resultados insatisfatórios para a vacinas. Os lotes, com prazos de validade até abril e maio de 2021, não serão distribuídos.

A vacina pentavalente é indicada para imunização de crianças a partir de dois meses de idade contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b.

Os sinais e sintomas de cada tipo de câncer são distintos. E mesmo pacientes diagnosticados com neoplasias semelhantes podem apresentar sinais e sintomas diferentes. No entanto, algumas alterações no organismo devem ser observadas.

 

“Óbvio que na maioria das vezes sintomas novos não terão qualquer relação com o câncer, o paciente não deve ter medo, mas quando surge um novo sintoma, seja dor, uma nodulação, sangramento nas fezes ou sangramento vaginal em mulheres que já estão na menopausa, entre outros, ele deve ser levado à atenção de um médico”, afirma o oncologista Rafael Kaliks, do Einstein.

Entre os sinais de alerta, o médico lista: a presença de nódulos palpáveis, feridas que não cicatrizam (especialmente na cavidade oral), hemorragias nos orifícios naturais (sangramento na tosse e nas fezes, por exemplo), alteração na cor e no tamanho de pintas na pele, alteração do hábito intestinal, rouquidão por mais de duas semanas, anemia, perda de peso e fadiga. “Lembrando que não são sintomas específicos, podem ser consequência de outras doenças.”

Abaixo, veja os sintomas mais comuns de alguns tipos de câncer:
Mama: nódulo único endurecido; abaulamento de uma parte da mama; inchaço da pele; vermelhidão na pele; inversão do mamilo; sensação de massa ou nódulo em uma das mamas; sensação de nódulo na axila; espessamento ou retração da pele ou do mamilo; secreção serosa ou com sangue pelos mamilos; inchaço do braço; crescimento de uma das mamas.

Intestino: diarreia ou constipação persistentes que não costumavam existir; presença de sangue nas fezes; dor abdominal (cólica); sensação de inchaço abdominal; perda de peso sem motivo específico; cansaço e fadiga constante; náuseas e vômitos.

Próstata: aumento da frequência urinária; fluxo urinário fraco ou interrompido; sangue na urina; sangue no líquido seminal; dor ou ardor durante a micção.

Estômago: falta de apetite; perda de peso; dor abdominal; desconforto abdominal; náuseas; vômitos com ou sem sangue; inchaço ou acúmulo de líquido no abdômen; azia, indigestão ou úlcera.

Cérebro: dor de cabeça; náuseas; vômitos; visão turva; problemas de equilíbrio; convulsões; sonolência.

Pulmão: tosse; dor no peito; rouquidão; perda de apetite; falta de ar; fadiga; tosse com sangue ou mucosa; infecções; perda de peso inexplicada.

Colo do útero: sangramento vaginal anormal; secreção incomum vaginal; sangramento após a menopausa; sangramento após relação sexual; dor durante a relação sexual.

Fonte: Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein​


 

 
 
Fonte
Rafael Aliosha Kaliks Guendelmann
Publicado em: 25/11/2013
 
 
 

Voltado para o mercado de trabalho, um estudo identificou dez maneiras pelas quais as mulheres se sabotam e que podem refletir na vida de forma geral

 

 

O momento em que vivemos é de uma extensa variedade de forças culturais, sociais e políticas, há inovações, o mundo high tech e muitas transformações na sociedade. O papel do homem e da mulher foi se modificando e ganhando novos elementos ao longo da história. Nesse contexto, muitas vezes turbulento, as pessoas podem não perceber padrões de comportamento negativos. De acordo com um estudo da Consultoria Lee Hecht Harrison (LHH) voltado para o mercado de trabalho, foram identificadas pelo menos dez maneiras pelas quais as mulheres se sabotam e, de forma geral, esses comportamentos se refletem na vida: duvidando de seu próprio potencial, deixando de pensar na carreira a longo prazo, mantendo pontos fortes e sucessos em segredo, achando que é preciso ser especialista para falar, trabalhando de cabeça baixa, não performando no nível correto, recusando-se a abrir mão do controle, pegando as sobras do trabalho, revisitando pensamentos sem parar e lutando para ser uma mulher-maravilha. 

Essa heroína, inclusive, é uma personagem que vem sendo um peso para muitas mulheres. Porém, conforme algumas especialistas, o que precisa ser ajustado é que a mulher pode encontrar seu lugar, com a plena consciência e merecimento. Um outro ponto foi destacado por Deborah Tannen, professora de linguística na Universidade de Georgetown. Em um levantamento, ela descobriu que, em debates públicos, as mulheres falavam menos do que os homens. E, quando falavam, suas ideias normalmente não eram aceitas ou atribuídas a elas. Mas, para liderar algo ou uma instituição, é preciso liderar a própria vida. 

De acordo com a diretora da Consultoria Lee Hecht Harrison (LHH) na Região Sul, Rose Russowski, psicóloga com pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos, a mulher pode alcançar os espaços que ela desejar, com consciência e leveza tanto na vida pessoal quanto profissional. Esse lugar bem-sucedido e possível também foi abordado no estudo. 

A pesquisa apontou comportamentos e crenças que diferenciam as mulheres que prosperam. Entre os quesitos estão a análise do mindset (modelo de pensamento) e das crenças, para entender o que pode estar sendo um “autossabotador”. Apontou também que é saudável construir relacionamentos sólidos que possam ajudar a mulher a ter sucesso, criar parcerias, delegar funções, reconhecer as oportunidades e aceitar desafios, entendendo que é merecedora. O estudo descobriu ainda que, na maioria dos casos, a valorização dos talentos femininos acaba sendo um catalisador para as próprias mulheres dentro de uma organização. Esse tipo de diretrizes dentro das empresas ajuda a construir uma cultura inclusiva que possibilita o avanço na carreira das mulheres. 

Foram identificadas situações que podem ser desenvolvidas diariamente para impactar a ascensão de mulheres e a criação de uma cultura mais inclusiva. Entre as ações simples que devem ser adotadas pelos gestores e que geram grandes resultados estão a criação de oportunidades de networking, dar visibilidade às mulheres entre líderes seniores e tomadores de decisões, fornecer coaching e feedback para aprimorar o tino comercial, conversar frequentemente com os colaboradores sobre carreira e coaching e desafiar a colaboradora quando ela acha que pode não ter capacidade ou potencial para crescer.

Liderar, nesses novos ambientes organizacionais, cada vez mais impulsionados pelas novas gerações que chegam, requer muita resiliência. “Mas requer também autoconhecimento, flexibilidade, fácil comunicação, multidisciplinaridade e coragem para superar desafios. A líder (ou o líder) precisa estar aberto para ser um patrocinador e um facilitador de mudanças. Portanto ‘desaprender’ e ‘desadaptar’ são competências-chaves para o melhor exercício da liderança”, salienta a palestrante e conferencista Jo Lima. “No início da minha carreira, eu tinha a crença de que gestão e liderança se confundiam. Ledo engano. Hoje tenho plena consciência de que liderança não é um cargo e sim uma postura de vida”, ensina. 

 

FOnte:CP

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, nesta sexta-feira (7), a suspensão temporária da venda de 51 planos de saúde de 11 operadoras devido a reclamação recebida de consumidores. A suspensão começa a valer a partir do dia 14.

Atualmente, os planos atingidos atendem cerca de 600 mil beneficiários, que terão a assistência regular garantida, segundo informou a agência por meio de nota.

De acordo com a ANS, os 51 planos de saúde "não poderão ser vendidos ou receber novos clientes em todo o país". A medida é resultado do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que acompanha o desempenho do setor e atua na proteção dos beneficiários.

A suspensão se deve a reclamações dos consumidores em relação à cobertura assistencial, prazo máximo de atendimento e rede de atendimento. Ainda segundo a agência, os planos suspensos só podem ser novamente comercializados quando forem comprovadas as melhorias necessárias no atendimento dos consumidores.

“Ao proibir temporariamente a comercialização dos planos que estão sendo alvo de reclamações, a ANS obriga as operadoras a garantir o acesso do beneficiário aos serviços que foram contratados. Somente com a adequação do atendimento, as operadoras poderão receber novos clientes”, explica o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Reclamações

De acordo com a ANS, foram recebidas 19.411 reclamações entre 1º de janeiro e 31 de março deste ano. Dessas, 18.789 foram consideradas para análise. No período, 93,56% das queixas foram resolvidas.

Confira a lista com os planos de saúde com comercialização suspensa no site da ANS.

Fonte: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira a Lei n 13.8040, que altera o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas e permite a internação involuntária de usuários ou dependentes de drogas para tratamento. Proposto pelo atual ministro da Cidadania Osmar Terra (MDB-RS) em 2013 e aprovado pelo Senado em maio de 2019, o texto foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União. Ele modifica a Lei de Drogas de 2006 e outras 12 leis, fortalecendo as comunidades terapêuticas.

De acordo com o texto, a internação involuntária, é "aquela que se dá, sem o consentimento do dependente, a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sisnad (Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas), com exceção de servidores da área de segurança pública, que constate a existência de motivos que justifiquem a medida". Ela só poderá ser feita em unidades de saúde e hospitais gerais.

A internação involuntária deve ser realizada após a formalização da decisão por médico responsável e será indicada depois da avaliação sobre o tipo de droga utilizada, o padrão de uso e na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde. O tratamento perdurará apenas pelo tempo necessário à desintoxicação, no prazo máximo de noventa dias, tendo seu término determinado pelo médico responsável. Contudo, a família ou o representante legal poderá, a qualquer tempo, requerer ao médico a interrupção do tratamento.

A nova lei estabelece que fica vedada a realização de qualquer modalidade de internação nas comunidades terapêuticas acolhedoras e que todas as internações e altas deverão ser informadas, em, no máximo 72 horas, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscalização, por meio de sistema informatizado único, na forma do regulamento desta Lei.

Além disso, também fica considerada a forma voluntária de internação, que se dá com o consentimento do dependente. Ela deverá ser precedida de declaração escrita da pessoa solicitante de que optou por este regime de tratamento. Seu término dar-se-á por determinação do médico responsável ou por solicitação escrita da pessoa que deseja interromper o tratamento.

Acolhimento em Comunidade Terapêutica Acolhedora

A lei inclui as Comunidades Terapêuticas Acolhedoras no Sisnad. O acolhimento do usuário ou dependente de drogas neste locais ocorre apenas por avaliação médica prévia e adesão e permanência voluntárias, formalizadas por escrito, entendida como uma etapa transitória para a reinserção social e econômica da pessoa. Não são elegíveis para tratamento nesses espaços indivíduos com comprometimentos biológicos e psicológicos de natureza grave que mereçam atenção médico-hospitalar contínua ou de emergência, caso em que deverão ser encaminhadas à rede de saúde.

Apreensão de drogas

A destruição das drogas apreendidas sem a ocorrência de prisão em flagrante será feita por incineração, no prazo máximo de 30 dias contados da data da apreensão, guardando-se amostra necessária à realização do laudo definitivo. Conforme o Art. 60 da lei, "O juiz, a requerimento do Ministério Público ou do assistente de acusação, ou mediante representação da autoridade de polícia judiciária, poderá decretar, no curso do inquérito ou da ação penal, a apreensão e outras medidas assecuratórias nos casos em que haja suspeita de que os bens, direitos ou valores sejam produto do crime ou constituam proveito dos crimes".

Semana Nacional de Políticas sobre Drogas

A lei também cria a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, a ser comemorada anualmente, na quarta semana de junho. Neste período, serão intensificadas as ações de difusão de informações sobre os problemas decorrentes do uso de drogas, a promoção de eventos para o debate público sobre as políticas sobre drogas, e a difusão de boas práticas de prevenção, tratamento, acolhimento e reinserção social e econômica de usuários de drogas.

Além disso, haverá a divulgação de iniciativas, ações e campanhas de prevenção do uso indevido de drogas, mobilização da comunidade para a participação nas ações de prevenção e enfrentamento às drogas. Ainda, a semana contará com a mobilização dos sistemas de ensino previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, na realização de atividades de prevenção ao uso de drogas.

Vetos

O presidente vetou quatro itens que haviam sido aprovados pelo Congresso. O primeiro deles permitia que pessoas que não são médicos avaliassem o risco de morte de um dependente, para que o acolhimento pudesse ser feito de imediato nas comunidades terapêuticas, enquanto o segundo dispunha que fosse dada prioridade absoluta no SUS para as pessoas que passam por atendimento em comunidades terapêuticas. O terceiro estipulava que a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) definisse as regras de funcionamento das comunidades terapêuticas. Por último, previa que as comunidades não fossem caracterizadas como equipamentos de saúde.

Fonte: CP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização da primeira insulina inalável do País. A resolução que concede o registro ao produto foi aprovada na última quinta-feira e publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União.

Batizada de Afrezza, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem. Para utilização, o paciente com diabete deve encaixar o cartucho no inalador e aspirar o pó. A substância chega ao pulmão e é absorvida pela corrente sanguínea, onde cumpre a função de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Hoje, as insulinas disponíveis no mercado brasileiro são todas injetáveis.

Segundo especialistas, embora represente uma alternativa no tratamento do diabete e um ganho na qualidade de vida por reduzir o número de injeções, a Afrezza tem limitações. Ela não é capaz de substituir todas as aplicações diárias de insulina, tem pouca variedade de dosagens e é contraindicada para pacientes com problemas pulmonares e menores de 18 anos. Por outro lado, por não exigir refrigeração, é mais fácil de transportar e armazenar e poderá reduzir o número de picadas de agulha a que o paciente tem que submeter-se diariamente.

A insulina inalável pode substituir somente as aplicações de insulina de ação rápida ou ultrarrápida, também chamadas de bolus. Esse tipo de insulina é utilizada geralmente antes de cada refeição, quando o organismo precisa de um volume maior do hormônio para compensar o açúcar ingerido.

O outro tipo de insulina, a basal, de ação mais lenta, é geralmente aplicada somente uma vez por dia e não poderá ser substituída pelo produto inalável, como explica Lívia Porto, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

"Se o paciente diabético tem um tratamento nesse esquema basal-bolus, ele costuma fazer pelo menos quatro aplicações por dia: uma basal e três bolus, no café da manhã, almoço e jantar. Se passar a usar a inalável, ele diminuiria de quatro aplicações diárias para uma aplicação. Seria um ganho de qualidade de vida, mas não substituiria totalmente a injetável", diz a médica. Para Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, empresa responsável pela fabricação e distribuição do produto no Brasil, a facilidade de manuseio e uso da Afrezza representa um avanço na qualidade de vida dos pacientes.

"No momento das refeições, o paciente muitas vezes tem que utilizar a insulina em uma situação social, fora de casa, e, com a inalável, o procedimento pode ser mais rápido e discreto. O inalador cabe na palma da mão. É uma grande inovação na forma de aplicar", afirma.

Ele afirma que o produto pode ser usado tanto por pacientes com diabete tipo 1 quanto por portadores do tipo 2 da doença. Considerando, no entanto, que a maioria dos diabéticos tipo 2 fazem tratamento com comprimidos e não com insulina, os principais beneficiados pelo novo produto seriam os pacientes com diabete tipo 1, cujo tratamento obrigatoriamente inclui aplicação de insulina.

"No caso do diabético tipo 2, a Afrezza seria indicada somente para aqueles pacientes que não estão conseguindo controlar a glicemia somente com medicação via oral", explica o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, assessor científico da Sociedade Brasileira de Diabetes e diretor do Centro de Pesquisa Clínicas CPclin, instituição brasileira que participou dos estudos da insulina inalável. Segundo o especialista, dos cerca de 15 milhões de brasileiros que têm diabete, estima-se que 10% possua o tipo 1 da doença e 90%, o tipo 2.

Contraindicações

Os médicos explicam que pacientes com problemas pulmonares não poderão utilizar o Afrezza por duas razões. "A absorção pelo pulmão pode não ser a adequada e a insulina inalável pode deflagrar crises de asma, com broncoespasmos", diz Eliaschewitz. Estão incluídos na contraindicação pacientes com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes. No caso de menores de 18 anos, a Afrezza é contraindicada porque o produto não foi estudado em pacientes desta faixa etária.

Outra limitação da insulina inalável é a baixa variedade de dosagens disponíveis. A Afrezza chega ao mercado em apenas três apresentações: 4, 8 ou 12 unidades, enquanto as insulinas injetáveis são oferecidas em doses de 1 unidade, o que permite maior combinação e personalização.

"A dosagem indicada depende do paciente e do volume de glicose ingerida em cada refeição. O número de unidades usadas em cada aplicação varia muito. Tenho paciente que precisa de apenas duas unidades e outros que precisam de 15 em cada refeição. Na injetável a gente consegue escolher a dose perfeita. Na inalável, não", afirma Lívia Porto.

Próximos passos

Embora tenha recebido a aprovação da Anvisa, a Afrezza ainda deve demorar alguns meses para estar disponível para venda. "Nossa expectativa é que ainda neste ano o produto passe pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED)", diz o CEO da Biomm.

A câmara é uma instância da Anvisa que estabelece os preços dos medicamentos antes de eles chegarem ao mercado. Marchezini diz que ainda não é possível estimar quanto o produto custará no Brasil. Nos Estados Unidos, onde a Afrezza já é comercializada desde 2015, a menor dose, de 4 unidades, custa U$ 3,80, o equivalente a R$ 14,80.

Fonte: CP

Governador Eduardo Leite anunciou que pagamento mensal de R$ 13,5 milhões começará em junho

 

Em visita à sede da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o governador Eduardo Leite anunciou a forma de pagamento dos valores empenhados com as prefeituras e hospitais municipais. A dívida de R$ 216 milhões herdada pela atual gestão será paga em 16 parcelas de R$ 13,5 milhões, a partir do próximo mês de junho. Do total, R$ 162 milhões são devidos para as prefeituras e R$ 54 milhões para hospitais municipais.

Leite, que disse no encontro ser um “governador municipalista”, já havia anunciado, em fevereiro, a disposição do governo em quitar o passivo empenhado, informando que naquele momento os estudos projetavam a possibilidade de pagamento em 36 vezes. “Percebemos, então, que os prefeitos encerrariam suas gestões sem receber a totalidade. Assim, projetamos quitar essas parcelas até o mês de setembro de 2020, antes das próximas eleições”, explicou o governador.

Segundo Eduardo Leite, medidas tomadas pela gestão estadual possibilitaram a redução do número de parcelas. Os valores são relativos a repasses para a execução de programas como Equipes de Saúde da Família (ESF), Política de Incentivo da Assistência Básica, Redes de Urgência e Emergência (Samu), Assistência Farmacêutica Básica e Primeira Infância Melhor (PIM), entre outros. “Para se ter uma ideia da situação, há empenhos de 2014 que não foram pagos. Muitas cidades pararam de receber em junho do ano passado”, lembrou o governador.

Na reunião de negociação realizada no começo do mês, na Secretaria da Fazenda, com a presença da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, do subsecretário do Tesouro do Estado, Bruno Jatene, e do presidente da Famurs, Antonio Cettolin, ficou acertado o novo prazo para pagamento.

No encontro, a secretária Arita ressaltou que “o Estado já retomou a regularidade dos repasses mensais aos municípios na área da Saúde. Essa medida contempla uma das principais reivindicações dos prefeitos”, destacou. Cettolin celebrou o anúncio do governador. “Temos um trabalho de diálogo entre a Famurs e as secretarias estaduais. Com certeza, os prefeitos agora já estão pensando em como proceder com estes repasses”, falou o presidente da entidade.

A garantia de Leite é de que os pagamentos das parcelas serão honrados. “Soma-se a este valor, a abertura de linhas de créditos para os hospitais filantrópicos e Santas Casas no valor total de R$ 260 milhões, por intermédio do Funafir (Fundo de Apoio Financeiro e de Recuperação dos Hospitais Privados, Sem Fins Lucrativos e Hospitais Públicos). Ou seja, serão quase R$ 500 milhões destinados à saúde do RS”, contabilizou. A atual gestão assumiu o Estado com um passivo de R$ 1,1 bilhão na área da Saúde, referente ao período de 2014 a 2018. Deste total, R$ 488 milhões estão empenhados.

O governador ainda falou em disponibilizar aos municípios apoio a projetos em qualquer área. “Se o Estado não tem mais capacidade de endividamento para fornecer recursos, ao menos dispomos de estrutura técnica que podem servir às cidades”. O chefe do Executivo aproveitou o momento para divulgar a intenção de enviar à Assembleia Legislativa, em breve, o projeto que revê o plano de carreira e Previdência de todo os servidores. Outros projetos que irão para AL nesta ou, no máximo, na próxima semana, são os de privatização da CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM).

 

Fonte:CP

Maria Luiza Laranjeira Vieira não havia sido imunizada

 

O município de Sapiranga teve o primeiro caso de morte registrada por gripe A. Maria Luiza Laranjeira Vieira, de 11 meses, estava internada no Hospital de Sapiranga. Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o início de sintomas na menina ocorreram na última segunda-feira (13), data em que foi internada no hospital da cidade, com o óbito ocorrendo na quarta-feira. O resultado laboratorial como influenza A do tipo H3N2 foi confirmado na sexta-feira (17) pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde. Ainda conforme o Eatado, a criança não recebeu a vacina. Esse é o terceiro caso de óbito por influenza neste ano no Rio Grande do Sul.

Por meio de nota, a casa de saúde afirma que a criança passou as últimas 12 horas de vida na Emergência da instituição com o pediatra presente e com todos os equipamentos necessários para monitoramento. Já a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, afirma que tomou todas as providências quanto à notificação compulsória ao Estado e precauções foram tomadas. A administração municipal lembra ainda que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ocorre em todas as Unidades Básicas de Saúde e de Estratégia de Saúde da Família, das 7h15min às 17h45min, sem fechar ao meio-dia.

Os outros dois casos de morte por gripe, em 2019, envolvem dois idosos: um de 71 anos, residente em São Gabriel e outro, de 79, morador de Barra do Ribeiro. Os diagnósticos foram confirmados pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) para os tipos de vírus influenza A-H1N1 e A-H3N2. Os dois idosos tinham ainda fatores de risco. O morador de São Gabriel era diabético, enquanto a residente em Barra do Ribeiro tinha uma imunodeficiência crônica.

 

 

COMUNICADO

A Prefeitura Municipal de Sapiranga comunica o primeiro caso de Gripe A com óbito de criança de 11 meses, no Município. Solicitamos que os cuidados preventivos sejam mantidos, como ambientes arejados; lavagem frequente das mãos; ao tossir ou espirrar cobrir o nariz e a boca com um lenço descartável; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal. Lembrando que, grupos prioritários, podem se vacinar na unidade de saúde mais próxima de sua casa, de segunda à sexta-feira, das 7h15 às 17h45.

 

 

 

Fonte:CP

 

 

 

 

 

 

 

A automedicação e uso indiscriminado de medicamentos são apontados como os principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação. Para alertar e conscientizar a população, 5 de maio foi estabelecido como o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos. O Centro de Informação Toxicológica do Rio Grande do Sul (CIT/RS) realizou, nos últimos cinco anos (2014 a 2018), em torno de 120 mil atendimentos, sendo  36 mil (30%) envolvendo medicamentos. Os dados indicam que, de cada três casos atendidos no serviço, um envolve medicamento. 

Do total de ocorrências registradas pelo CIT no período, crianças menores de seis anos ocupam a primeira posição em número de atendimentos, respondendo por cerca de 30 mil  (25%). Nesta faixa etária, o pico máximo das intoxicações ocorreu em crianças de dois anos e a grande maioria foi pela ingestão acidental ou inadequada de medicamentos.

“É importante que os pais ou responsáveis adotem medidas simples de cuidados e prevenção para que ocorra uma redução do número de acidentes tóxicos com crianças”,  alerta o médico toxicologista do CIT, Carlos Augusto Mello da Silva. De acordo com ele,  as crianças são vulneráveis à intoxicação por medicamentos via ingestão acidental. Por segurança, eles devem estar longe do alcance das crianças e, de preferência, armazenados em locais fechados e chaveados. 

Recomenda que não sejam colocados em “mesinhas de cabeceiras” ou gavetas de armários abaixo de 1,5m. Lembra também que, ao medicar uma criança, não se deve dizer que é bala ou guloseima. Destaca a importância do uso da dosagem adequada. “Uma criança não é um meio adulto. As doses pediátricas são precisas e levam em consideração aspectos como o peso. Nem todo medicamento para adultos pode ser utilizado por crianças.” 

O médico orienta que, no caso de suspeita de intoxicação ou de reações adversas, o usuário deve relatar imediatamente ao profissional de saúde que lhe receitou o medicamento ou buscar orientação junto ao CIT/RS. O serviço funciona há 42 anos, 24 horas por dia, sete dias na semana. O atendimento, prestado exclusivamente por telefone pelo número 0800-7213000, é gratuito e dá as primeiras orientações.

Idosos  

Os cuidados também devem ser intensificados com pessoas idosas e que já apresentam problemas de visão e de memória. O objetivo é prevenir confusões com o uso da medicação. “Uma forma de ajudar é etiquetar o medicamento com indicações de dosagem, horários de administração e modo de usar. Também é importante observar o momento em que o idoso não tem mais condições de administrar sozinho sua medicação. Nesses casos, o ideal é delegar essa tarefa para um cuidador ou familiar”, avalia o médico. Segundo ele, os casos de intoxicação entre idosos vem crescendo com o aumento da longevidade desta população.

Ele alerta que as intoxicações por medicamentos atendidas no CIT/RS incluem anticonvulsivantes, drogas de efeito no sistema nervoso central, ansiolíticos e drogas para melhorar o estado de humor. Mas também remédios mais populares, como os analgésicos. 

Usar medicamento em dose superior à recomendada pelo médico ou até mesmo não prescrito aumenta as chances de reações adversas. Os efeitos no organismo podem levar à intoxicação e causar vários tipos de reações que variam de leves alergias até a morte. “Doses terapêuticas preconizadas para melhorar os sintomas são seguras. As acima da recomendação, que excedem à dose terapêutica diária, ampliam as chances de reações adversas. As muito acima do preconizado são consideradas overdose e são tóxicas ao organismo”, explica o toxicologista.

Uso Racional


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há uso racional quando pacientes recebem medicamentos para suas condições clínicas em doses indicadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade. O uso irracional ou inadequado é um dos maiores problemas em nível mundial. A OMS estima que mais da metade de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada e que metade de todos os pacientes não os utiliza corretamente.


Silva cita a automedicação como uma das principais causas de intoxicação ou reações adversas entre adultos. “Não devemos tomar uma medicação porque fez bem a um amigo ou a uma vizinha. A medicação é individualizada e o médico assistente considera a situação de saúde de cada pessoa, doenças preexistentes e medicamentos que o paciente já utiliza para evitar interação medicamentosa.” O toxicologista alerta que a automedicação pode também mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico e o consequente tratamento adequado. “Doenças diferentes podem apresentar alguns sintomas similares.”
Para evitar interações medicamentosas, quando realizar uma consulta, o paciente deve  informar ao médico as medicações que já faz uso ou se é alérgico a algum remédio.

Chama a atenção para o descarte adequado. “O ideal é a pessoa não manter em casa sobras de remédios de uso eventual como antibióticos.” Existem bancos de medicamentos para os que estão dentro do prazo de validade. Os vencidos devem ser descartados junto a algumas farmácias ou laboratórios. Muitas farmácias e drogarias oferecem o serviço de coleta.

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