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Doença, que já foi considerada erradicada no Brasil, já atingiu 13 pacientes no Rio Grande do Sul neste ano

 

A primeira etapa da Campanha Nacional contra o sarampo teve início nesta segunda-feria, com atendimento a crianças de seis meses a cinco anos incompletos, grupo considerado o mais suscetível para complicações da doença que já atingiu 13 pacientes no Rio Grande do Sul neste ano. O Dia D da iniciativa é 19 de outubro, e a imunização segue até o dia 25. Os pequenos que não têm esquema vacinal completo contra sarampo devem atualizar a caderneta ainda neste mês. A procura nos postos de Porto Alegre foi relativamente baixa no dia inicial da campanha.

Jênifer Radtke, 32 anos, não perdeu tempo. Após consulta e indicação do pediatra, aproveitou o primeiro dia e já vacinou a filha Marina, de seis meses. “Foi bem rápido, cheguei e fui atendida. Aí, já ficamos livres, né?”, diz a gerente de vendas. Ela retornará ao Posto de Saúde Santa Marta, no Centro de Porto Alegre, daqui a 90 dias para a picada de rotina aos bebês que completam nove meses de vida.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) oferecerá a vacina em todas as unidades de saúde, com horários diferenciados de atendimento (unidades de saúde, 8h às 17h; US Tristeza, Ramos, Modelo e São Carlos, das 8h às 22h; Clínica da Família, na Restinga, das 8h às 20h). A priorização do grupo até cinco anos na primeira etapa deve-se à elevada incidência da doença nesta faixa etária, em surtos registrados em 2019 no país: essas crianças apresentam maior risco de desenvolver complicações, tais como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos pelo sarampo.

O objetivo da campanha é interromper a circulação viral e controlar a doença no Brasil. Dos quatro óbitos registrados este ano, três foram em crianças menores de 1 ano. Nessa faixa etária, 1,8 milhão estão desprotegidas. Em novembro, a campanha entra na segunda etapa, sendo dirigida à atualização da carteira de jovens entre 20 e 29 anos. Para garantir doses suficientes, o Ministério da Saúde anunciou a compra extra de 47 milhões de unidades da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Com isso, 60 milhões de doses serão distribuídas pelo governo federal neste ano.

Para 2020, a previsão é enviar aos estados e municípios mais 65 milhões de vacinas deste tipo. “Era uma doença que estava eliminada e voltou, tivemos um retrocesso, porque é evitável com a vacina”, explica o médico da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Juarez Cunha. Segundo ele, trata-se de uma doença altamente contagiosa. “A cada dez pessoas suscetíveis à doença, ou seja, as que não tiveram ou as crianças que não estão com o esquema vacinal completo, nove podem adoecer”, explica.

Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, através do número 150.

 

Fonte:CP

 

Estimativas indicam que até 25% dos brasileiros sofrem com a rinite alérgica

 

Espirros seguidos, olhos, nariz, garganta e ouvidos coçando, lágrimas e vermelhidão na face. Se você sofre com rinite alérgica, sabe muito bem quão ruim é tudo isso. E você não está sozinho. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, de 10% a 25% dos brasileiros também passam por isso, e as crises provocam impactos negativos no dia a dia e na qualidade de vida.

Diante das consequências, que incluem dor de cabeça, baixa qualidade do sono, fadiga e comprometimento da produtividade e das funções cognitivas, fazer um tratamento com vacina pode ser muito mais eficaz. Um estudo de 2016 feito na Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) mostrou que os sintomas da rinite desapareceram em 79% das pessoas que testaram o método.

"No longo prazo, a vacina é muito melhor, porque o medicamento via oral ou spray nasal atuam naquele momento, tiram da crise, mas são uma medicação pontual, não atuam no sistema imunológico igual à vacina", explica a otorrinolaringologista Milena Costa.

A dona de casa Rita Eliana Acerbi da Silva fez esse tratamento há 15 anos, o que foi um divisor de águas para ela. Ela tinha uma alergia "que não passava nunca", principalmente a ácaro e um dia resolveu ir a uma clínica especializada para se consultar. Hoje, aos 54 anos de idade, ela vive muito melhor. "Posso limpar a casa normalmente que não tenho nada." Rita diz que, de vez em quando, o nariz ainda coça quando se depara com algum fator de risco, mas nada que a incomode da mesma forma que antes.

Milena afirma que todas as pessoas, de crianças a idosos, podem fazer esse tratamento para rinite. Porém, há alguns grupos nos quais a medicação deve ser evitada: quem tem asma descontrolada, doenças coronárias ou autoimunes. A precaução é porque a vacina é composta pelos próprios agentes que causam a alergia. Se alguém com uma dessas condições recebe seu "inimigo" no corpo, a resposta pode ser negativa. "O efeito pode ter risco à vida do paciente", diz a médica.

Como funciona?

Antes de prescrever a vacina, o médico faz um teste para saber a quais fatores a pessoa tem resposta alérgica. Pode ser ácaro, pólen, alimentos, pelo de animais ou fungos, por exemplo. Além de um exame de sangue, pode-se fazer o teste cutâneo, em que gotas com o alérgeno são depositadas sobre a pele para se verificar a reação.

Com o resultado, é fabricada uma vacina específica, que vai conter pequenas doses do componente que causa a alergia. Isso serve para modular o sistema imunológico a fim de que ele "se acostume" com a substância e não reaja de forma inflamatória. O tratamento, segundo Milena, incluindo a necessidade de manutenção, pode levar de três a cinco anos, mas pode durar menos também. Rita, por exemplo, ficou seis meses tomando a medicação subcutânea.

 Fonte:CP/AE

Apesar de um pedido de veto, encaminhado pelo Conselho Regional de Nutricionistas, o governador Eduardo Leite sancionou, nesta quinta, o projeto de lei que prevê a inclusão do doce de leite na merenda escolar da rede pública estadual de ensino. A partir de agora, o alimento passa a fazer parte do cardápio elaborado pela Coordenadoria de Alimentação da Secretaria Estadual da Educação.

Na semana passada, o Conselho Regional de Nutricionistas da 2ª Região entregou parecer técnico citando índices de aumento da obesidade infantil e de doenças crônicas em função do consumo de gordura e açúcar.

Já o deputado Edson Brum, que assinou o projeto, se defendeu dizendo que a medida não obriga a inclusão do alimento na merenda. “Esse é um projeto que sugere a inclusão do doce de leite, mas não obriga nada. E claro, já acontece um acompanhamento realizado por nutricionistas porque a lei exige. Assim como são servidos geleia de frutas, bolos e biscoitos, a proposta é só uma sugestão para o cardápio”, argumentou.

O Conselho de Nutrição, em contrapartida, lembra que, apesar da eficiência do trabalho das nutricionistas da Seduc, só existem duas profissionais para cuidar dos cardápios das mais de 2 mil escolas da rede pública, que soma mais de 845 mil alunos matriculados, conforme o Censo Escolar do ano passado.

Fonte: CP

O Projeto de Lei (79 2019), de autoria do deputado Pedro Pereira (PSDB), que permitirá que indústrias farmacêuticas, laboratórios e distribuidoras doem medicamentos ao Estado, avançou na Assembleia Legislativa. O parecer da deputada Fran Somensi (Republicanos), favorável à proposta, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O parlamentar tucano explicou que a ideia é de que as empresas possam doar os medicamentos ao Estado e colaborar principalmente com as pessoas mais carentes que são as que mais necessitam. “São dois os benefícios resultantes, a solidariedade e a segurança dos medicamentos” informou o médico e deputado Pedro Pereira.

De acordo com a proposição, os medicamentos a serem doados pelas empresas devem ter o prazo de validade superior a oito meses. O Estado poderá recusar a doação, caso seja encontrada alguma anormalidade no medicamento e até mesmo se a empresa estiver em débito fiscal com a Fazenda Pública Estadual.

Com a aprovação na CCJ, o projeto tramitará em outras comissões do Parlamento Gaúcho, como na de Saúde e Meio Ambiente.

Dados são da plataforma Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

 

Neste ano, até a última terça-feira, 24, mais de 289 mil pessoas haviam morrido em decorrência de doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC) e a endocardite, de acordo com a plataforma Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no mundo. Em seu levantamento mais recente, que apresenta dados de 2015, a entidade informa que, naquele ano, o total de óbitos envolvendo essas enfermidades chegou a 17,7 milhões. O número representou 31% das mortes registradas em âmbito global.

O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Fernando Costa, disse que a hereditariedade pode favorecer o desenvolvimento desse tipo de doença. "Por outro lado, nós temos os fatores modificáveis. Quais são? Obesidade, circunferência abdominal, sedentarismo, hipertensão, diabetes e colesterol. Eu posso modificá-los, não posso? Tomo remédio, faço exercício. Quando você não modifica isso, há o que chamamos de estresse oxidativo. Isso causa um problema no vaso, nas artérias, principalmente".

Segundo Costa, a medida que mais faz diferença é a adoção de um estilo de vida saudável, que alie dieta alimentar adequada à prática de exercícios físicos. "Prevenir é prolongar uma vida saudável", disse.

Como sugestão às pessoas que têm dificuldade para se manter fisicamente ativas, o cardiologista simplifica, indicando caminhadas e o uso de aplicativos que contem os passos dados ao longo do dia. "Dez mil passos por dia e você tem atividade física", disse.

Além do sedentarismo, o tabagismo e o uso abusivo de álcool são outros fatores de risco, no caso das doenças cardiovasculares. A apneia do sono, por sua vez, pode aumentar em 3,7% as chances de uma pessoa desenvolver tais enfermidades. 

Atividades físicas

Em julho deste ano, o Ministério da Saúde divulgou uma atualização da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Uma das taxas que apresentou alta, na comparação de 2009 com 2018, foi a relativa à parcela da população que se exercita no tempo livre. No período analisado, a proporção subiu de 30,3% para 38,1%.

O estudo revelou ainda que a dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%.

Ainda conforme a pesquisa, a taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

O governo federal destaca o lançamento do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como a ação mais significativa para a diminuição no número de internações e óbitos resultantes de doenças cardiovasculares. Na base do plano está a expansão da Atenção Básica, que conta, atualmente, com 42,9 mil unidades básicas de Saúde em funcionamento e 263,4 mil agentes comunitários de Saúde em todo o país. Ao todo, as 42,6 mil equipes de Saúde da Família atendem a 64,6% da população.

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.909 casos confirmados de sarampo em todo o território nacional, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, houve aumento de 570 casos em relação ao último boletim epidemiológico, divulgado em 12 de setembro. No Rio Grande do Sul, o número de ocorrências permanece estável, em sete.

Conforme os registros, há mais 16 estados na lista de transmissão ativa da doença: São Paulo, Maranhão, do Piauí, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Pernambuco, do Pará, do Rio Grande do Norte, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, de Sergipe e no Distrito Federal. A maioria dos casos (97,5%) é registrada em 153 municípios localizados na região metropolitana de São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, R$ 10,5 milhões foram liberados durante a semana para que os estados reforcem ações de imunização da população.

O ministério também reitera que a vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo. A tríplice viral está disponível em mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

Para interromper o ciclo de transmissão do sarampo, o ministério vai desenvolver, em duas etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira delas de 7 a 25 de outubro, tendo crianças de 6 meses a menores de 5 anos como alvo. A segunda, de 18 a 30 de novembro, é destinada à população de 20 a 29 anos.

Incidência da doença cresceu quase 600% neste ano

 

A dengue voltou a avançar no País. De janeiro até 24 de agosto, foram registrados 1,4 milhão de casos, seis vezes mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Pelo menos 14 Estados estão em situação de epidemia. Em Minas Gerais, o índice é de 2,2 mil casos a cada 100 mil habitantes. Apenas Amazonas e Amapá apresentaram redução de registros em relação ao ano passado.

Zika e chikungunya, também doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, seguiram a mesma tendência. De acordo com Ministério da Saúde, casos de chikungunya subiram no período 44%, passando de 76.742 e para 110.627. A infecção por zika, por sua vez, passou no período de 6.669 para 9.813.

A explosão de casos foi acompanhada pela elevação expressiva de mortes. Somadas, as três doenças provocaram 650 óbitos (591 por dengue, 57 por chikungunya e 2 por zika). É como se 2,7 pessoas morressem por dia em decorrência das infecções, todas evitáveis se o País tivesse boas condições de saneamento, abastecimento de água, coleta de lixo e sem reservatórios do mosquito transmissor nos domicílios.

A expansão de casos de dengue impressiona pelos números. Em Minas, foram 471.165 registros – 19 vezes mais do que o identificado em 2018. Em São Paulo, foram 437.047 notificações, 37 vezes mais do que no ano anterior. Em Goiás, foram 108.079 registros, 47% a mais do que em 2018. No Distrito Federal, foram 35.531 infecções, com uma incidência de 1.194,4 casos a cada 100 mil habitantes.

No caso da zika, o aumento também foi em quase todos os Estados. Apenas Amazonas, Pará, Rio, Mato Grosso e Goiás tiveram uma redução de casos. Tocantins é o que apresenta a maior proporção de casos por cada 100 mil habitantes: 32,3. Em seguida, vem o Rio Grande do Norte, com 27 casos por 100 mil e Alagoas, com 18 por 100 mil.

A chikungunya avança sobretudo no Rio. Os casos passaram de 34.805 para 76.776. No Rio Grande do Norte, os casos da infecção passaram de 1.809 para 8.899.

Campanha contra o mosquito é antecipada

Com aumento de registros, o Ministério da Saúde antecipou em dois meses a campanha de combate ao Aedes aegypti, que será lançada nos próximos dias. O objetivo é mobilizar secretários, prefeitos e a população para medidas de prevenção contra o mosquito transmissor.

A pasta atribui a alta nos casos a uma associação de fatores. Entre eles está o aumento de chuvas neste ano na região Sudeste mas, sobretudo, a alterações no tipo de vírus causador da doença. A dengue pode ser provocada por quatro subtipos de vírus, que vão de 1 ao 4. Nos últimos anos, a circulação maior ocorria com os subtipos 1 e 3. Avaliações da pasta indicam, porém, que nesta epidemia a circulação do subtipo 2 cresceu, aumentando o número de pessoas suscetíveis à contaminação.

 

Fonte:CP

Chega a 40 número de casos de óbito em decorrência da Influenza no Rio Grande do Sul

 

Mais duas mortes decorrentes das complicações da gripe A foram registradas no Rio Grande do Sul e chega a 40 o número de vítimas fatais em 2019. De acordo com o último boletim do Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foram confirmados óbitos de dois homens. 

Uma vítima de 74 anos foi contaminada pelo vírus H3N2. O idoso, com histórico de doença cardiovascular crônica, era morador de Canoas e ainda não se sabe se ele foi vacinado. A morte ocorreu no dia 18 de agosto.

A outra vítima, de 54 anos, tinha problemas cardíacos e renais. O teste clínico confirmou infecção pelo H1N1. O paciente morava em Porto Alegre. Conforme a Secretaria da Saúde, o homem, que morreu no dia 28, não havia se imunizado nesse ano.

Até a semana passada, foram notificados 2.553 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo que 319 desses casos foram confirmados gripe A. 

Até o momento, os casos confirmados de Influenza ocorreram em 89 municípios do Estado. A Região Metropolitana registrou 55,1% do total de casos. Destacam-se também os municípios de Canoas (7,8%), seguido por Passo Fundo com 5,3% dos casos positivos para gripe A.

Em comparação ao ano passado, houve redução de 47% no número de casos e diminuição de 58% dos casos de óbitos. 

 

Fonte:CP

A Secretaria da Saúde (SES/RS), por intermédio da Política Intersetorial de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, promove o curso “Farmácia Viva”, dividido em três módulos, durante os meses de setembro e outubro. Voltado para 60 farmacêuticos de todas as regiões do Estado, os objetivos são orientar e avaliar projetos que visem à implantação de fitoterápicos (medicamentos cujos princípios ativos são obtidos a partir de plantas) no Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro módulo inicia nesta terça-feira, 3, às 9h, com o tema “Políticas Públicas e Plantas Medicinais e Fitoterápicos”. À tarde serão debatidos “Fitoterapia em Racionalidades Médicas” e “Introdução à Fitoterapia”. A quarta-feira, 4, está reservada para a identificação de plantas medicinais, adulterações e toxidade. Ainda será discutida a interação plantas medicinais/medicamentos e entre plantas.

O segundo módulo do curso, que ocorre em Porto Alegre, será dias 26 e 27 de setembro. O terceiro e último módulo está marcado para os dias 8 e 9 de outubro. A Política Intersetorial de Plantas Medicinais e Fitoterápicos foi instituída por lei em 2006.  

Tema será debatido na Jornada Nacional de Imunização que ocorre entre 4 e 7 de setembro, em Fortaleza

Nas mais de 100 notícias falsas desmentidas pelo Ministério da Saúde em um ano de combate a fake news e boatos que circulam na internet, as vacinas se destacam como um dos principais assuntos. O ataque à credibilidade da imunização fornecida pelo serviço público preocupa especialistas e será o principal tema discutido na Jornada Nacional de Imunização, entre os dias 4 e 7 de setembro, em Fortaleza, no Ceará. Em um balanço divulgado no último dia 27, o Ministério da Saúde revelou que respondeu 11,5 mil dúvidas recebidas no Whatsapp (61) 99289-4640, número criado exclusivamente para verificar se informações que circulam nas redes sociais são verdadeiras. Entre vídeos, textos e imagens, os conteúdos incluem relatos sem provas, pesquisas científicas derrubadas há décadas e argumentos sem fundamentação sobre falsos efeitos colaterais das vacinas.

Uma das mensagens que viralizou no Whatsapp chega a afirmar que a vacina para gripe causa "buraco no braço" e outra retoma a já amplamente desmentida relação entre vacinas e autismo. A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Balalai, conta que a jornada receberá especialistas brasileiros, representantes de outros países e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A médica aponta a facilidade de disseminação de informações e a descrença da população nas instituições como o cenário que estimula o agravamento do problema. "É preciso que a gente esteja atento. A gente precisa entender que o trote virou uma coisa fácil. Antigamente, você pegava o telefone, fazia uma brincadeira, dava um trote na pessoa que estava atendendo, e isso acabava ali. Agora, isso se espalha com uma facilidade enorme", diz a médica. "O problema hoje não é o antivacinismo.

O antivacinismo é muito pequeno ainda na América Latina e no Brasil. A gente tem, sim, boatos e fake news, mas isso é em todas as áreas". Epidemiologista da Fundação Getúlio Vargas, Claudio Struchiner acredita que a volta da incidência de doenças como o sarampo pode estar relacionada ao impacto de informações falsas que circulam nas redes sociais sobre vacinas. "Quando se pergunta porque essas coberturas vacinais não conseguem atingir os níveis que eram atingidos no passado, começam a surgir uma série de hipóteses, e, entre elas, a difusão de notícias falsas de várias naturezas", diz ele, que lembra que o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ser, no passado, um dos que disseminou informações desmentidas de que múltiplas aplicações de vacinas poderiam estar relacionadas a casos de autismo. Depois de eleito, Trump não voltou a fazer essas afirmações, mas a informação continua a se espalhar e foi uma das que o Ministério da Saúde desmentiu ao longo do último ano.

Boato ou Fake News?

As mensagens com informações falsas sobre vacinas que circulam nas redes sociais têm vários formatos. Professor e pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Icict/Fiocruz), Igor Sacramento explica que é importante separar os boatos das fake news propriamente ditas, que são textos que simulam as técnicas jornalísticas para apresentar informações falsas com aparência de credibilidade e enganar os leitores. Já os boatos costumam ser relatos anônimos, que circulam sem assinatura e contam supostas experiências pessoais de formas enviesadas, levantando suspeitas e conclusões sem fundamento.  Quando as pessoas recebem essas mensagens enviadas por amigos, familiares ou outros conhecidos próximos, elas ganham mais credibilidade. "Tem uma questão que é da intimidade.

A confiança no contexto contemporâneo tem muito a ver com intimidade. Se eu recebo uma informação de Whatsapp de um amigo, de um parente, isso tem um valor maior do que a informação científica, do que o site do Ministério da Saúde ou da Fiocruz", diz o pesquisador. Ele aponta que uma estratégia eficaz para dar credibilidade à imunização já utilizada no Brasil foi mostrar autoridades se vacinando, como foi feito no contexto de combate aos boatos contra a vacina de gripe. "Depois disso, a gente percebeu um aumento muito grande nas taxas de vacinação. É a questão da experiência. Não adianta o ministro falar sobre vacina. Teve que ir lá, pegar o braço dele, e ele se vacinar em rede nacional".   

Notícias velhas como as relacionadas à pesquisa de 1998, que ligava vacinas ao autismo, são outra forma de induzir a enganos, já que quem as lê desconhece que a pesquisa escrita sobre o tema foi contestada, derrubada e removida da revista científica que as publicou. "Em alguns casos, a notícia não é totalmente fake, mas tem problemas de apuração e em como a matéria foi feita", diz o pesquisador. Ele diz que concorda que há uma crise de credibilidade de instituições como o Estado, a ciência e o jornalismo, que cria o cenário ideal para a difusão desses conteúdos falsos. Além da falta de informação e da desconfiança, Igor Sacramento afirma que há um movimento organizado antivacinas, que no Brasil assume características próprias. Enquanto em países europeus militantes antivacinas estão mais munidos de críticas à indústria farmacêutica e à mercantilização da saúde, descreve ele, no Brasil há um entrelaçamento dessas ideias com uma revolta contra o Estado e a corrupção, além de elementos religiosos. "Na minha pesquisa, em centros de saúde no Rio de Janeiro, era muito comum pessoas me dizerem que pastores diziam para não se vacinar, para acreditar em Deus e orar. Isso me preocupou muito", conta Igor, que defende que é preciso ouvir esses relatos sem preconceito, inclusive para encontrar formas de realizar campanhas de vacinação com líderes evangélicos. "Esses pastores precisam se tornar líderes de opinião para o SUS, e não contra o SUS. Líderes carismáticos conseguem mobilizar massas. É preciso criar estratégias de comunicação articuladas com esses locais também, e não dizer que eles são ignorantes. Esse é o maior erro".  Como os locais de circulação das notícias falsas são principalmente as redes sociais, o pesquisador defende que esses espaços sejam ocupados por informações qualificadas e corretas, produzidas de forma que possam viralizar como as fake news. "É fundamental ter armas pra isso, ter investimento em pessoal e tecnologia para poder criar conteúdo. É fundamental que a gente aprenda a fazer algo viralizar", alerta ele. O pesquisador pondera que é preciso considerar que apesar do acesso ao Whatsapp, muitos brasileiros ainda estão limitados por pacotes de internet e celulares com configurações restritas. "É muito comum que as pessoas compartilhem conteúdo sem poder abrir, porque não têm crédito suficiente". 

 

FOnte:CP

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