Saúde

Saúde (42)

Na última quarta-feira, 23, foi realizado no Hospital São Vicente de Paulo de Cruz Alta, na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul, um procedimento inédito para o tratamento de dor crônica.

O paciente com diagnóstico de neuralgia pós-herpética foi submetido ao procedimento de radiofrequência de nervo espinhal, realizado pelo médico Intervencionista, Gilberto Lutzky e sua equipe. Durante o procedimento foi realizado a estimulação modulatória do nervo espinhal em quatro níveis. O procedimento ocorreu normalmente com a aplicação de anestesia local e o paciente já recebeu alta hospitalar.

Para o médico Intervencionista, Gilberto Lutzky o procedimento inédito no interior do estado, credencia o município de Cruz Alta para o tratamento de dores crônicas. “Estamos muito felizes em ter conseguido realizar esse procedimento inédito no interior do estado. O paciente com neuralgia pós-herpética apresentava um quadro de dor crônica, sem resolução com tratamento clínico habitual, o que impossibilitava e prejudicava o sono e a normalidade de sua vida. O tratamento desta doença é muito difícil até mesmo para a medicina intervencionista. Através do trabalho em equipe, concluímos esse procedimento com sucesso, o que irá permitir ao nosso paciente o bem-estar pelos próximos três anos. Nosso maior objetivo e missão como profissional, é procurar garantir aos nossos pacientes qualidade de vida e seu bem-estar. A realização deste procedimento inédito no interior do estado é uma importante conquista para Cruz Alta e toda região”, destacou o médico.

Ainda de acordo com o médico Gilberto Lutzky, ao notar o surgimento de bolhas nas fases iniciais, é recomendado que as pessoas procurem imediatamente um profissional para a realização do bloqueio desta dor através de anti-inflamatório, afim de reduzir os riscos da instalação da doença.

O diretor geral do hospital São Vicente de Paulo, Roger Esteves falou sobre o procedimento e destacou a importância da instituição para a saúde de Cruz Alta e região. “A realização deste procedimento inovador no interior do estado, demonstra a capacidade técnica e a importância do hospital para a saúde de Cruz Alta e região. Hoje o hospital está passando por um amplo processo de reformulação e os resultados já começaram a aparecer. Recentemente iniciamos os atendimentos bariátricos, nova especialidade que é referência para mais de 56 municípios, e hoje comemoramos mais uma importante conquista que é a realização desse procedimento inovador no tratamento de dores crônicas. Continuaremos na missão de buscar fortalecer nosso hospital, mas principalmente em proporcionar à população atendimento de qualidade”, destacou o diretor.

O que é a Neuralgia pós-herpética?

A Neuralgia pós-herpética é uma dor causada pela lesão do vírus da varicela, causando erupção na pele (bolhas) e infectando o nervo junto à coluna. Normalmente a dor é causada por lesão irreversível do nervo, acarretando aos pacientes dores 24 horas por dia. O tratamento dessa doença é muito difícil, existem algumas recomendações como a utilização de cremes ou medicações analgésicas, porém os resultados não são eficientes.  

Pela complexidade da doença e do seu tratamento, as pessoas não ficavam satisfeitas e a dor permanecia em virtude da lesão irreversível deste nervo. A partir desta avaliação, surgiu na literatura médica, alguns casos de tratamentos através da medicina intervencionista da dor, ou seja, agindo no próprio nervo ou no local em que a dor ocorre.

A neuralgia pós-herpética é infrequente em pacientes abaixo dos 40 anos de idade, mas é comum em idosos. A doença atinge pessoas entre 50 e 55 anos de idade e que possuem resistência diminuída. Assim como em outras doenças crônicas, a neuralgia pós-herpética pode acarretar depressão, alteração do humor e disfunção psíquica e física como consequência da dor persistente. Atualmente existem vacinas para reduzir a intensidade e a duração da dor causada pelo herpes-zóster, sendo recomendada para pacientes de idade e que estejam debilitados. 

A partir desse ano, o Brasil volta a exportar a vacina contra febre amarela. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), continuará atendendo 100% da demanda interna do país e, além disso, sua produção vai ser suficiente para fornecer vacina para outros países. Entre 2017 e 2018, houve um surto de febre amarela no Brasil e, por isso, o Governo Federal suspendeu a venda da vacina para manter toda sua produção apenas para a população brasileira. Desta forma, a Fiocruz vai fornecer, entre 2019 e 2020, 23 milhões da vacina para a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). De acordo com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o conhecimento e a tecnologia brasileira são importantes para o combate à febre amarela. 

“É muito importante para o Brasil, como uma questão até de solidariedade, mas, principalmente para a Fiocruz, retomar a produção em larga escala e exportar a vacina de febre amarela já que ele é um dos laboratórios no mundo que tem a expertise para febre amarela”.

Também é importante destacar que essa retomada na exportação da vacina teve influência da aprovação da Lei 13.801 deste ano, que determina que os recursos adquiridos com a exportação dessas vacinas voltem exclusivamente para o reinvestimento na produção de vacinas, pesquisas e inovação tecnológica.  O Brasil é o maior produtor de vacina contra febre amarela no mundo e com o menor preço, cerca de US$ 1,00 (R$ 4,15) a dose.

Doença, que já foi considerada erradicada no Brasil, já atingiu 13 pacientes no Rio Grande do Sul neste ano

 

A primeira etapa da Campanha Nacional contra o sarampo teve início nesta segunda-feria, com atendimento a crianças de seis meses a cinco anos incompletos, grupo considerado o mais suscetível para complicações da doença que já atingiu 13 pacientes no Rio Grande do Sul neste ano. O Dia D da iniciativa é 19 de outubro, e a imunização segue até o dia 25. Os pequenos que não têm esquema vacinal completo contra sarampo devem atualizar a caderneta ainda neste mês. A procura nos postos de Porto Alegre foi relativamente baixa no dia inicial da campanha.

Jênifer Radtke, 32 anos, não perdeu tempo. Após consulta e indicação do pediatra, aproveitou o primeiro dia e já vacinou a filha Marina, de seis meses. “Foi bem rápido, cheguei e fui atendida. Aí, já ficamos livres, né?”, diz a gerente de vendas. Ela retornará ao Posto de Saúde Santa Marta, no Centro de Porto Alegre, daqui a 90 dias para a picada de rotina aos bebês que completam nove meses de vida.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) oferecerá a vacina em todas as unidades de saúde, com horários diferenciados de atendimento (unidades de saúde, 8h às 17h; US Tristeza, Ramos, Modelo e São Carlos, das 8h às 22h; Clínica da Família, na Restinga, das 8h às 20h). A priorização do grupo até cinco anos na primeira etapa deve-se à elevada incidência da doença nesta faixa etária, em surtos registrados em 2019 no país: essas crianças apresentam maior risco de desenvolver complicações, tais como cegueira, encefalite, diarreia grave, infecções no ouvido, pneumonias e óbitos pelo sarampo.

O objetivo da campanha é interromper a circulação viral e controlar a doença no Brasil. Dos quatro óbitos registrados este ano, três foram em crianças menores de 1 ano. Nessa faixa etária, 1,8 milhão estão desprotegidas. Em novembro, a campanha entra na segunda etapa, sendo dirigida à atualização da carteira de jovens entre 20 e 29 anos. Para garantir doses suficientes, o Ministério da Saúde anunciou a compra extra de 47 milhões de unidades da tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Com isso, 60 milhões de doses serão distribuídas pelo governo federal neste ano.

Para 2020, a previsão é enviar aos estados e municípios mais 65 milhões de vacinas deste tipo. “Era uma doença que estava eliminada e voltou, tivemos um retrocesso, porque é evitável com a vacina”, explica o médico da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Juarez Cunha. Segundo ele, trata-se de uma doença altamente contagiosa. “A cada dez pessoas suscetíveis à doença, ou seja, as que não tiveram ou as crianças que não estão com o esquema vacinal completo, nove podem adoecer”, explica.

Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação diagnóstica, principalmente aqueles que estiveram recentemente em locais com circulação do vírus. Casos suspeitos devem ser informados imediatamente às Secretarias Municipais de Saúde ou para o Disque Vigilância, através do número 150.

 

Fonte:CP

 

Estimativas indicam que até 25% dos brasileiros sofrem com a rinite alérgica

 

Espirros seguidos, olhos, nariz, garganta e ouvidos coçando, lágrimas e vermelhidão na face. Se você sofre com rinite alérgica, sabe muito bem quão ruim é tudo isso. E você não está sozinho. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, de 10% a 25% dos brasileiros também passam por isso, e as crises provocam impactos negativos no dia a dia e na qualidade de vida.

Diante das consequências, que incluem dor de cabeça, baixa qualidade do sono, fadiga e comprometimento da produtividade e das funções cognitivas, fazer um tratamento com vacina pode ser muito mais eficaz. Um estudo de 2016 feito na Faculdade de Medicina de Jundiaí (SP) mostrou que os sintomas da rinite desapareceram em 79% das pessoas que testaram o método.

"No longo prazo, a vacina é muito melhor, porque o medicamento via oral ou spray nasal atuam naquele momento, tiram da crise, mas são uma medicação pontual, não atuam no sistema imunológico igual à vacina", explica a otorrinolaringologista Milena Costa.

A dona de casa Rita Eliana Acerbi da Silva fez esse tratamento há 15 anos, o que foi um divisor de águas para ela. Ela tinha uma alergia "que não passava nunca", principalmente a ácaro e um dia resolveu ir a uma clínica especializada para se consultar. Hoje, aos 54 anos de idade, ela vive muito melhor. "Posso limpar a casa normalmente que não tenho nada." Rita diz que, de vez em quando, o nariz ainda coça quando se depara com algum fator de risco, mas nada que a incomode da mesma forma que antes.

Milena afirma que todas as pessoas, de crianças a idosos, podem fazer esse tratamento para rinite. Porém, há alguns grupos nos quais a medicação deve ser evitada: quem tem asma descontrolada, doenças coronárias ou autoimunes. A precaução é porque a vacina é composta pelos próprios agentes que causam a alergia. Se alguém com uma dessas condições recebe seu "inimigo" no corpo, a resposta pode ser negativa. "O efeito pode ter risco à vida do paciente", diz a médica.

Como funciona?

Antes de prescrever a vacina, o médico faz um teste para saber a quais fatores a pessoa tem resposta alérgica. Pode ser ácaro, pólen, alimentos, pelo de animais ou fungos, por exemplo. Além de um exame de sangue, pode-se fazer o teste cutâneo, em que gotas com o alérgeno são depositadas sobre a pele para se verificar a reação.

Com o resultado, é fabricada uma vacina específica, que vai conter pequenas doses do componente que causa a alergia. Isso serve para modular o sistema imunológico a fim de que ele "se acostume" com a substância e não reaja de forma inflamatória. O tratamento, segundo Milena, incluindo a necessidade de manutenção, pode levar de três a cinco anos, mas pode durar menos também. Rita, por exemplo, ficou seis meses tomando a medicação subcutânea.

 Fonte:CP/AE

Apesar de um pedido de veto, encaminhado pelo Conselho Regional de Nutricionistas, o governador Eduardo Leite sancionou, nesta quinta, o projeto de lei que prevê a inclusão do doce de leite na merenda escolar da rede pública estadual de ensino. A partir de agora, o alimento passa a fazer parte do cardápio elaborado pela Coordenadoria de Alimentação da Secretaria Estadual da Educação.

Na semana passada, o Conselho Regional de Nutricionistas da 2ª Região entregou parecer técnico citando índices de aumento da obesidade infantil e de doenças crônicas em função do consumo de gordura e açúcar.

Já o deputado Edson Brum, que assinou o projeto, se defendeu dizendo que a medida não obriga a inclusão do alimento na merenda. “Esse é um projeto que sugere a inclusão do doce de leite, mas não obriga nada. E claro, já acontece um acompanhamento realizado por nutricionistas porque a lei exige. Assim como são servidos geleia de frutas, bolos e biscoitos, a proposta é só uma sugestão para o cardápio”, argumentou.

O Conselho de Nutrição, em contrapartida, lembra que, apesar da eficiência do trabalho das nutricionistas da Seduc, só existem duas profissionais para cuidar dos cardápios das mais de 2 mil escolas da rede pública, que soma mais de 845 mil alunos matriculados, conforme o Censo Escolar do ano passado.

Fonte: CP

O Projeto de Lei (79 2019), de autoria do deputado Pedro Pereira (PSDB), que permitirá que indústrias farmacêuticas, laboratórios e distribuidoras doem medicamentos ao Estado, avançou na Assembleia Legislativa. O parecer da deputada Fran Somensi (Republicanos), favorável à proposta, foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O parlamentar tucano explicou que a ideia é de que as empresas possam doar os medicamentos ao Estado e colaborar principalmente com as pessoas mais carentes que são as que mais necessitam. “São dois os benefícios resultantes, a solidariedade e a segurança dos medicamentos” informou o médico e deputado Pedro Pereira.

De acordo com a proposição, os medicamentos a serem doados pelas empresas devem ter o prazo de validade superior a oito meses. O Estado poderá recusar a doação, caso seja encontrada alguma anormalidade no medicamento e até mesmo se a empresa estiver em débito fiscal com a Fazenda Pública Estadual.

Com a aprovação na CCJ, o projeto tramitará em outras comissões do Parlamento Gaúcho, como na de Saúde e Meio Ambiente.

Dados são da plataforma Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)

 

Neste ano, até a última terça-feira, 24, mais de 289 mil pessoas haviam morrido em decorrência de doenças cardiovasculares, como o acidente vascular cerebral (AVC) e a endocardite, de acordo com a plataforma Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta as doenças cardiovasculares como a principal causa de morte no mundo. Em seu levantamento mais recente, que apresenta dados de 2015, a entidade informa que, naquele ano, o total de óbitos envolvendo essas enfermidades chegou a 17,7 milhões. O número representou 31% das mortes registradas em âmbito global.

O diretor de Promoção de Saúde Cardiovascular da SBC, Fernando Costa, disse que a hereditariedade pode favorecer o desenvolvimento desse tipo de doença. "Por outro lado, nós temos os fatores modificáveis. Quais são? Obesidade, circunferência abdominal, sedentarismo, hipertensão, diabetes e colesterol. Eu posso modificá-los, não posso? Tomo remédio, faço exercício. Quando você não modifica isso, há o que chamamos de estresse oxidativo. Isso causa um problema no vaso, nas artérias, principalmente".

Segundo Costa, a medida que mais faz diferença é a adoção de um estilo de vida saudável, que alie dieta alimentar adequada à prática de exercícios físicos. "Prevenir é prolongar uma vida saudável", disse.

Como sugestão às pessoas que têm dificuldade para se manter fisicamente ativas, o cardiologista simplifica, indicando caminhadas e o uso de aplicativos que contem os passos dados ao longo do dia. "Dez mil passos por dia e você tem atividade física", disse.

Além do sedentarismo, o tabagismo e o uso abusivo de álcool são outros fatores de risco, no caso das doenças cardiovasculares. A apneia do sono, por sua vez, pode aumentar em 3,7% as chances de uma pessoa desenvolver tais enfermidades. 

Atividades físicas

Em julho deste ano, o Ministério da Saúde divulgou uma atualização da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Uma das taxas que apresentou alta, na comparação de 2009 com 2018, foi a relativa à parcela da população que se exercita no tempo livre. No período analisado, a proporção subiu de 30,3% para 38,1%.

O estudo revelou ainda que a dedicação a uma rotina de exercícios que dure ao menos 150 minutos semanais é algo mais comum entre homens (45,4%) do que mulheres (31,8%). Adultos com idade entre 35 e 44 anos geraram o aumento mais expressivo na última década, de 40,6%.

Ainda conforme a pesquisa, a taxa global de inatividade física sofreu queda de 13,8% em relação a 2009. O percentual de inatividades das mulheres é de 14,2% e o dos homens, ligeiramente inferior, de 13%.

O governo federal destaca o lançamento do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) como a ação mais significativa para a diminuição no número de internações e óbitos resultantes de doenças cardiovasculares. Na base do plano está a expansão da Atenção Básica, que conta, atualmente, com 42,9 mil unidades básicas de Saúde em funcionamento e 263,4 mil agentes comunitários de Saúde em todo o país. Ao todo, as 42,6 mil equipes de Saúde da Família atendem a 64,6% da população.

Nos últimos 90 dias, o Brasil registrou 3.909 casos confirmados de sarampo em todo o território nacional, de acordo com o Ministério da Saúde. Segundo a pasta, houve aumento de 570 casos em relação ao último boletim epidemiológico, divulgado em 12 de setembro. No Rio Grande do Sul, o número de ocorrências permanece estável, em sete.

Conforme os registros, há mais 16 estados na lista de transmissão ativa da doença: São Paulo, Maranhão, do Piauí, de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Paraná, de Pernambuco, do Pará, do Rio Grande do Norte, do Espírito Santo, de Goiás, da Bahia, de Sergipe e no Distrito Federal. A maioria dos casos (97,5%) é registrada em 153 municípios localizados na região metropolitana de São Paulo.

Segundo o Ministério da Saúde, R$ 10,5 milhões foram liberados durante a semana para que os estados reforcem ações de imunização da população.

O ministério também reitera que a vacina é a principal forma de proteção contra o sarampo. A tríplice viral está disponível em mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil.

Para interromper o ciclo de transmissão do sarampo, o ministério vai desenvolver, em duas etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. A primeira delas de 7 a 25 de outubro, tendo crianças de 6 meses a menores de 5 anos como alvo. A segunda, de 18 a 30 de novembro, é destinada à população de 20 a 29 anos.

Incidência da doença cresceu quase 600% neste ano

 

A dengue voltou a avançar no País. De janeiro até 24 de agosto, foram registrados 1,4 milhão de casos, seis vezes mais do que o registrado no mesmo período do ano passado. Pelo menos 14 Estados estão em situação de epidemia. Em Minas Gerais, o índice é de 2,2 mil casos a cada 100 mil habitantes. Apenas Amazonas e Amapá apresentaram redução de registros em relação ao ano passado.

Zika e chikungunya, também doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, seguiram a mesma tendência. De acordo com Ministério da Saúde, casos de chikungunya subiram no período 44%, passando de 76.742 e para 110.627. A infecção por zika, por sua vez, passou no período de 6.669 para 9.813.

A explosão de casos foi acompanhada pela elevação expressiva de mortes. Somadas, as três doenças provocaram 650 óbitos (591 por dengue, 57 por chikungunya e 2 por zika). É como se 2,7 pessoas morressem por dia em decorrência das infecções, todas evitáveis se o País tivesse boas condições de saneamento, abastecimento de água, coleta de lixo e sem reservatórios do mosquito transmissor nos domicílios.

A expansão de casos de dengue impressiona pelos números. Em Minas, foram 471.165 registros – 19 vezes mais do que o identificado em 2018. Em São Paulo, foram 437.047 notificações, 37 vezes mais do que no ano anterior. Em Goiás, foram 108.079 registros, 47% a mais do que em 2018. No Distrito Federal, foram 35.531 infecções, com uma incidência de 1.194,4 casos a cada 100 mil habitantes.

No caso da zika, o aumento também foi em quase todos os Estados. Apenas Amazonas, Pará, Rio, Mato Grosso e Goiás tiveram uma redução de casos. Tocantins é o que apresenta a maior proporção de casos por cada 100 mil habitantes: 32,3. Em seguida, vem o Rio Grande do Norte, com 27 casos por 100 mil e Alagoas, com 18 por 100 mil.

A chikungunya avança sobretudo no Rio. Os casos passaram de 34.805 para 76.776. No Rio Grande do Norte, os casos da infecção passaram de 1.809 para 8.899.

Campanha contra o mosquito é antecipada

Com aumento de registros, o Ministério da Saúde antecipou em dois meses a campanha de combate ao Aedes aegypti, que será lançada nos próximos dias. O objetivo é mobilizar secretários, prefeitos e a população para medidas de prevenção contra o mosquito transmissor.

A pasta atribui a alta nos casos a uma associação de fatores. Entre eles está o aumento de chuvas neste ano na região Sudeste mas, sobretudo, a alterações no tipo de vírus causador da doença. A dengue pode ser provocada por quatro subtipos de vírus, que vão de 1 ao 4. Nos últimos anos, a circulação maior ocorria com os subtipos 1 e 3. Avaliações da pasta indicam, porém, que nesta epidemia a circulação do subtipo 2 cresceu, aumentando o número de pessoas suscetíveis à contaminação.

 

Fonte:CP

Chega a 40 número de casos de óbito em decorrência da Influenza no Rio Grande do Sul

 

Mais duas mortes decorrentes das complicações da gripe A foram registradas no Rio Grande do Sul e chega a 40 o número de vítimas fatais em 2019. De acordo com o último boletim do Centro Estadual de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foram confirmados óbitos de dois homens. 

Uma vítima de 74 anos foi contaminada pelo vírus H3N2. O idoso, com histórico de doença cardiovascular crônica, era morador de Canoas e ainda não se sabe se ele foi vacinado. A morte ocorreu no dia 18 de agosto.

A outra vítima, de 54 anos, tinha problemas cardíacos e renais. O teste clínico confirmou infecção pelo H1N1. O paciente morava em Porto Alegre. Conforme a Secretaria da Saúde, o homem, que morreu no dia 28, não havia se imunizado nesse ano.

Até a semana passada, foram notificados 2.553 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo que 319 desses casos foram confirmados gripe A. 

Até o momento, os casos confirmados de Influenza ocorreram em 89 municípios do Estado. A Região Metropolitana registrou 55,1% do total de casos. Destacam-se também os municípios de Canoas (7,8%), seguido por Passo Fundo com 5,3% dos casos positivos para gripe A.

Em comparação ao ano passado, houve redução de 47% no número de casos e diminuição de 58% dos casos de óbitos. 

 

Fonte:CP

O Regional é um site de Entretenimento, Esportes e Alimentos. Aqui você pode obter as últimas notícias da sua região, estado e do mundo inteiro rapidamente.

Contato e-mail

Galeria de Fotos