O presidente Michel Temer assinou um decreto que trata do reconhecimento de carteiras de habilitação brasileiras na Itália. Da mesma maneira, as carteiras de motorista da Itália serão reconhecidas no Brasil. O decreto origina-se de um acordo firmado em novembro de 2016 e foi publicado no Diário Oficial de quinta-feira (11).

O acordo, assinado em Roma, foi aprovado pelo Congresso Nacional em outubro do ano passado e seguiu para promulgação de Temer. O reconhecimento mútuo passa a valer neste sábado (13).

O decreto vale para as carteiras de habilitação A e B, não provisórias e em vigor, emitidas por um ou outro país. Caso o solicitante tenha residência no país onde se solicita a conversão, é preciso que a habilitação tenha sido expedida antes da obtenção da residência.

O acordo vinha sendo negociado desde 2008, para que o portador da carteira de habilitação de um país possa convertê-la em documento equivalente no outro. Embora a Itália seja signatária da Convenção de Viena sobre Trânsito Viário, de 1968, desde 1998, o governo italiano não reconhecia a Carteira Nacional de Habilitação brasileira. Isso obrigava brasileiros residentes na Itália a seguir o procedimento do país para emissão do documento, prestando exames e pagando taxas.

Um terremoto de 7,6 graus de magnitude sacudiu na madrugada desta quarta-feira a costa de Honduras, no Mar do Caribe, ativando os alarmes de ameaça de tsunami mas sem provocar vítimas ou danos até o momento, informaram as autoridades. O terremoto ocorreu às 02H51 GMT (00H51 Brasília), a 44 km do arquipélago do Cisne e a 10 km de profundidade, revelou o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS).

O terremoto abalou levemente o território hondurenho continental, mas o presidente Juan Orlando Hernández chegou a informar que o sistema nacional de emergências foi ativado. "Por favor mantenham a calma, reportem qualquer emergência e sigam todas as instruções", pediu o presidente. "De acordo com nossos parâmetros preliminares de terremotos, é possível que se registrem ondas perigosas de tsunami nas costas situadas a menos de 1.000 km do epicentro", explicou o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico. O alerta foi retirado algumas horas após o anúncio de perigo.

Porto Rico e Ilhas Virgens estão sob aviso de tsunami, um nível inferior ao alerta. Honduras, Belize, Cuba, México, Jamaica e Ilhas Cayman estão sob ameaça de enfrentar ondas de até 1 metro.

Fonte: CP

Trinta e duas pessoas seguem desaparecidas neste domingo depois que um cargueiro e um petroleiro colidiram no Mar da China Oriental, segundo o Ministério dos Transportes chinês. Após a colisão, que aconteceu no sábado, às 20h (10h de Brasília), o navio petroleiro, que transportava 136 mil toneladas de hidrocarbonetos leves (condensados), "incendiou-se completamente", e sua tripulação, composta por 32 pessoas - 30 iranianos e dois bengalis - desapareceu, de acordo com uma declaração do ministério.

À 1h deste domingo (23h de sábado no horário de Brasília), o incêndio no petroleiro - com bandeira panamenha - seguia ativo, e era possível ver vestígios de hidrocarbonetos na superfície da água. O acidente ocorreu cerca de 160 milhas náuticas (300 km) a leste da foz do rio Yangtze, perto de Xangai, no leste da China.

Nas imagens transmitidas pela televisão estatal CCTV, via-se o navio em chamas e espessas colunas de fumaça negra.

O petroleiro Sanchi, de 274 metros de comprimento, operava para a empresa iraniana Bright Shipping e se dirigia para a Coreia do Sul para entregar sua carga, segundo o ministério chinês.

A outra embarcação envolvida, um cargueiro chinês com bandeira de Hong Kong, transportava 64 mil toneladas de sementes e não sofreu danos "que põem em perigo sua segurança".  Sua tripulação, composta por 21 pessoas, todas de nacionalidade chinesa, "já foi resgatada", segundo as autoridades.

As autoridades marítimas chinesas enviaram oito navios para as operações de busca e resgate, que também envolvem a Coreia do Sul, com um barco da guarda costeira e uma aeronave, de acordo com a agência oficial de notícias Xinhua.

Fonte: CP

Pelo menos 36 pessoas morreram nesta terça-feira na queda de um ônibus de passageiros em um abismo de cerca de 100 metros após o coletivo ter sido atingido por um caminhão em uma estrada da costa central do Peru. Outras seis pessoas se feriram no acidente, ocorrido no fim da manhã pelo horário local, quase 15h em Brasília.

Inicialmente havia sido divulgado que 25 pessoas morreram, mas a cifra foi elevada mais tarde pelo Ministério da Saúde do Peru. "A polícia e os bombeiros continuam trabalhando para resgatar as vítimas, mas acreditamos que o número de mortos pode aumentar", disse o coronel Dino Escudero, chefe da Divisão de Controle de Estradas da Polícia. 

O ônibus, que viajava para Lima com 53 passageiros, era procedente da cidade de Huacho, 130 quilômetros ao norte da capital, ficou virado a metros do mar após cair do alto da rodovia, segundo imagens da TV. Um helicóptero levou socorristas até o local onde o ônibus ficou, enquanto outros desceram caminhando, ajudados por cordas. De acordo com o Ministério da Saúde, 24 especialistas atuam nos atendimentos.

Fonte: CP

Em um dia de tensões no mercado de câmbio, a moeda norte-americana fechou no maior valor em quase seis meses. O dólar comercial encerrou a terça-feira vendido a R$ 3,328, com alta de R$ 0,031 (0,93%). A divisa registra, com isso, o nível mais alto desde 23 de junho (R$ 3,339).

O dólar começou o dia operando em baixa, mas disparou no decorrer da terça. A alta ocorre em meio às negociações para a votação da reforma da Previdência.

Na bolsa de valores, o dia foi de otimismo. Em alta pela terceira sessão seguida, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a terça-feira com valorização de 1,39%, aos 73.814 pontos.

A Armada argentina investiga, neste sábado, um "contato" a 477 metros de profundidade, com a esperança de encontrar o submarino "ARA San Juan", desaparecido há mais de duas semanas com 44 tripulantes, informou um porta-voz da Marinha. " Estão sendo inspecionados outros três "contatos", como são chamado os sinais ou indícios de objetos no leito marinho. Já não há expectativa de achar sobreviventes.

Na quinta-feira, as autoridades argentinas informaram que haviam passado da fase de "resgate" dos tripulantes à de "busca" do submarino. "O ambiente extremo, o tempo transcorrido e a falta de qualquer evidência impedem sustentar um cenário compatível com a vida humana", afirmou o porta-voz da Armada. "Continuaremos (a busca) até esgotar todos os meios disponíveis", acrescentou.

O último contato do submarino com a base em Mar del Plata ocorreu na manhã do dia 15 de novembro, quando navegava pelo Atlântico Sul, a 450 km da costa. Em sua última mensagem, o "ARA San Juan" informou que havia superado uma avaria nas baterias - reportada horas antes - provocada pela entrada de água pelo snorkel. Três horas após a comunicação, um ruído similar a uma explosão ocorreu na mesma zona onde estava o submarino.

No total, 28 navios, nove aeronaves e 4 mil pessoas participaram das operações de busca nos últimos 15 dias, que contaram com o apoio de 18 países, segundo o comunicado da Marinha.

Fonte: CP

A última mensagem do submarino argentino desaparecido no Atlântico Sul com 44 tripulantes reportou um curto-circuito e um princípio de incêndio nas baterias, segundo o texto revelado na segunda-feira à noite pelo canal A24 de Buenos Aires. “Entrada de água do mar pelo sistema de ventilação ao tanque de baterias N°3 ocasionou curto-circuito e princípio de incêndio na área das barras de baterias. Baterias de proa fora de serviço. No momento em imersão, propulsando com circuito dividido. Sem novidades de pessoal, manterei informado”, afirma a mensagem do “ARA San Juan” reproduzida pelo canal.

Este é o texto da última comunicação enviada na quarta-feira 15 de novembro, antes da perda de contato com o submarino, que é procurado intensamente há 12 dias em uma operação com a participação de 14 países. A Armada argentina (Marinha de Guerra) havia informado que o submarino reportou uma avaria nas baterias, mas que esta havia sido corrigida.

A última comunicação aconteceu quando o “San Juan” navegava pelo Golfo São Jorge, a 450 km da costa argentina.

O submarino havia zarpado no domingo 11 de novembro de Ushuaia para retornar a Mar del Plata, sua base habitual.

Fonte: CP

A sul-africana Demi-Leigh Nel-Peters foi eleita, na madrugada desta segunda-feira, a Miss Universo 2017. Com o título, a modelo de 22 anos se tornou a segunda representante de seu país a vencer o concurso - a primeira foi Margaret Gardiner, em 1978. Apontada desde o início da competição como uma das favoritas, Demi-Leigh recebeu a coroa das mãos da francesa Iris Mittenaere.  A colombiana Laura Gonzalez ficou com o segundo lugar e a jamaicana Davina Bennett, com o terceiro. A brasileira Monalysa Alcantâra ficou entre o Top 10.

 

Para conquistar o título, Demi-Leigh Nel-Peters desbancou 91 candidatas na grande final em Las Vegas, nos Estados Unidos. A cerimônia foi comandada pelo comediante Steve Harvey, que começou a noite brincando com o erro que cometeu na primeira vez em que apresentou o evento, quando se equivocou ao anunciar a Miss Colômbia Ariadna Gutiérrez como vencedora e teve que voltar atrás para entregar o prêmio de Miss Universo 2015 para Pia Wurtzbach, das Filipinas.

 

 

Com número recorde de candidatas, o Miss Universo 2017 teve um novo formato. As 92 misses se apresentaram inicialmente divididas em três grupos geográficos: Américas, Europa e África, Ásia e Oceania. Do número total, restaram apenas 16 concorrentes – quatro de cada grupo geográfico e quatro escolhidas independentemente dos grupos.

 

Pela ordem de anúncio, o Top 16 foi formado por Tailândia, Sri Lanka, Gana, África do Sul, Espanha, Irlanda, Croácia, Grã-Bretanha, Colômbia, Estados Unidos, Brasil, Canadá, Filipinas, Venezuela, Jamaica e China. As classificadas, então, realizaram o tradicional desfile de traje de banho, que eliminou seis delas. 

 

No Top 10, ficaram as misses Venezuela, Estados Unidos, Filipinas, Canadá, África do Sul, Espanha, Brasil, Colômbia, Tailândia e Jamaica. Nesta etapa, elas subiram ao palco de vestidos de gala e percorreram a passarela ao som da cantora Fergie.

 

Após chamar a atenção em sua performance de biquíni e se apresentar com uma vestido de gala vermelho, a piauiense Monalysa Alcântara, de 18 anos, despediu-se da competição nesta fase. Para o Top 5, continuaram na busca pelo título apenas as representantes de África do Sul, Venezuela, Tailândia, Jamaica e Colômbia. O concurso chegou ao momento das perguntas - que abordaram temas como efeitos das redes sociais para medir impacto da beleza, terrorismo e assédio sexual – e determinou suas três finalistas: Jamaica, Colômbia e África do Sul.

 

As três, então, responderam sobre qual qualidade tinham mais orgulho de ter e como aplicariam essa qualidade em seu reinado como Miss Universo – mas enquanto uma era questionada, as demais ficavam de fone de ouvido para não terem mais tempo de se preparar.  Com muita desenvoltura, a vencedora da noite destacou a confiança como sua grande qualidade. “Como Miss Universo, temos que ter confiança de quem somos. E como Miss Universo tive que superar meus medos e a Miss Universo pode ajudar os outros a superar seus medos”, falou Demi-Leigh, instantes antes de consagrar-se a Miss Universo 2017. 

Fonte: CP

Onze dias após seu desaparecimento, o submarino argentino ARA San Juan continua, neste domingo, perdido no mar, com 44 tripulantes, e sem sinais de encontrá-lo, apesar dos equipamentos modernos usados em sua busca no Atlântico sul. "O resgate do submarino vai levar tempo", afirmou neste domingo o analista e especialista em questões militares Rosendo Fraga, da consultoria Nueva Mayoría.

A nova esperança de encontrar o submergível, que parece ter sofrido uma explosão, são os modernos equipamentos de detecção enviados por Estados Unidos e Rússia. Ambas missões ainda não chegaram à área de rastreamento, a mais de 450 km da costa da Patagônia.

"O leito marinho é muito irregular. É uma zona com muitos cânions e ravinas. Será difícil encontrá-lo. Pela pressão, a cabine pode sofrer danos irreversíveis", disse.

Carlos Zavalla, ex-comandante do navio, em um programa especial do Canal 13 da televisão argentina na noite deste sábado. O ARA San Juan se comunicou pela última vez em 15 de novembro, às 13h45min GMT (11h45min de Brasília). Horas antes, tinha relatado um defeito nas baterias e navegava em direção a sua base no porto de Mar del Plata, 400 km ao sul de Buenos Aires.

"O nível de acidentes nas forças armadas está acima do normal, e isso tem a ver com a idade do material e a limitação de recursos para manutenção e treinamento", opinou Fraga, falando sobre os possíveis motivos para o acidente.

A Armada (marinha), que descartou imediatamente algum tipo de ataque, prevê neste domingo avançar com as buscas, uma operação que envolve 14 países. Enquanto isso, familiares desesperados dos marinheiros fizeram duras críticas ao controle das informações oficiais e se disseram enganados.

"Sofremos muito quando nos disseram que tinham sete ligações do submarino e depois nos disseram que não tinham certeza. Os familiares estão sob muita pressão", disse Itatí Leguizamón, mulher do cabo da Armada Germán Suárez, tripulante do ARA San Juan, no mesmo programa.

Irregularidades

"Cerca de 90% do equipamento das Forças Armadas argentinas tem entre 30 e 50 anos. No caso do submarino San Juan, ele foi incorporado à Armada há 32 anos, e era uma das embarcações mais modernas", revelou Fraga. O descuido na modernização das forças armadas "é consequência de uma visão antimilitarismo que surgiu no mundo político após o último golpe militar (e ditadura, entre 1976 e 1983) e da falta de prioridade do assunto militar nas últimas décadas", afirmou o analista.

O episódio despertou tensões no governo, apesar de o presidente Mauricio Macri ter pedido, nesta semana, para não começaram a "procurar culpados". Uma investigação do Ministério da Defesa alertou para "irregularidades" na compra direta das novas baterias do ARA San Juan, publicou neste domingo o jornal La Nación. Não há informações oficiais a esse respeito.

Sem esperanças

Neste domingo, as zonas de buscas registraram ondas de três metros e ventos fortíssimos, segundo meteorologistas oficiais. A cápsula de resgate que vai ser levada pelo navio norueguês Sophie Siem, saindo de Comodoro Rivadavia, ainda não conseguiu zarpar. As esperanças de que os marinheiros fossem encontrados com vida desapareceu. A influente deputada macrista Elisa Carrió disse que o acidente "é um acontecimento irreversível" e que a tripulação, de 43 homens e uma mulher, "está morta". "O Estado não pode dizer até que tenha certeza absoluta. Eu posso", afirmou Carrió no programa do Canal 13.

O ARA San Juan foi fabricado na Alemanha em 1983. Desde 1985, é um dos três submarinos da Armada. Entre 2008 e 2014, foram feitos reparos de manutenção.

Fonte: CP

A pista mais concreta sobre o submarino argentino que desapareceu na semana passada, com 44 pessoas a bordo, foi fornecida pela Organização do Tratado de Proibição Completa dos Ensaios Nucleares (OTPCE), com base em Viena, na Áustria. No dia 15 de novembro, duas estaçoes hidro-acústicas detectaram "um sinal incomum", produzido três horas após a última comunicação da tripulação com a base e a 48 quilômetros do local onde o submarino estava. As duas estações, que registraram um ruído "consistente com o de uma explosão debaixo da água", ficam na ilha britânica de Ascenção, no Atlântico, e o arquipélagon francês de Crozet, ao sul do Oceano Índico. Ambas formam parte de uma rede internacional, montada pelos membros da OTPCE, para monitorar a realização de testes nucleares que possam ameaçar a paz mundial.

 

As informações dessas estações foram cruzadas com outras, obtidas pela megaoperação de busca e resgate, da qual participam 12 países, além da Argentina. A conclusão, divulgada pela Marinha argentina nessa quinta-feira de manhã, foi de que houve uma explosão no submarino. Navios e aviões foram mobilizados para buscar o ARA San Jose no local indicado pelos sensores, mas as esperanças de encontrar alguém com vida são pequenas. Um submarino só tem capacidade para armazenar oxigênio durante oito dias. Depois, precisa subir à superfície para renovar o ar - coisa que, tudo indica, não ocorreu.

 

"Foi uma explosão pequena. Não estou dizendo que o submarino explodiu totalmente. Mas, pela localização e a hora (da explosão), é possível que esteja relacionado ao submarino argentino", disse o secretário-geral da OTPCE, Lassina Zerbo. Em sua conta no Twitter e em entrevistas, ele respondeu às perguntas que muitos fizeram: por que tanta demora em associar um ruído, emitido no dia 15 de novembro, ao submarino, desaparecido no mesmo dia? Zerbo explicou que, ao contrário do que muitos pensam, o fundo do mar não é silencioso, está cheio de ruídos. "Um volume enorme de dados foi examinado para obter as pistas do submarino perdido", escreveu. "Milhares de sinais possíveis e sons tiveram que ser examinados, para descartar ruídos naturais (como os das baleias) e industriais".

O embaixador argentino na Áustria, Rafael Grossi - que também é especialista em temas nucleares - explicou que recorreu à OTPCE porque sabia que a organização tinha os meios para detectar anomalias no fundo do mar. As estações dão sinal de alerta quando há uma atividade nuclear, mas - a pedido do governo argentino - foi realizada uma revisão dos dados coletados na semana passada. Com isso, identificou-se não apenas a explosão, mas também o local exato e a hora em que aconteceu: às 11h 51m (horário de Brasília), a 48 quilômetros ao norte do local onde o submarino estava, quando se comunicou com a base três horas antes.

 

Navios, aviões e até um mini-submarino norte-americano foram mobilizados para vasculhar a área, a 432 quilômetros da costa argentina, na altura do Golfo de São Jorge. Dependendo do local, a profundidade das águas pode variar entre 200 e 3 mil metros. "Estamos em uma corrida contra o tempo para salvar vidas", disse Zerbo que, a exemplo do porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, e de especialistas consultados pela imprensa argentina, não dão o episódio por encerrado até encontrar o submarino.

 

Algumas famílias dos 44 tripulantes ainda guardam alguma esperança e continuam na base naval de Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado na segunda-feira. Do lado de fora, bandeiras, cartazes e correntes de orações, em solidariedade aos tripulantes desaparecidos. Afinal, ao longo dos últimos oito dias, houve vários alarmes falsos. Mas a "anomalia acústica", detectada primeiro pelos Estados Unidos na quarta-feira acabou sendo confirmada no dia seguinte pela OPTCE.

 

Muitos reagiram com raiva e indignação à notícia, acusando o governo de ter escondido a verdade durante uma semana: nos primeiros dias, falavam em uma falha elétrica, e nunca numa explosão. A operação de busca do submarino reuniu países que, em outros tempos, jamais fariam uma patrulha conjunta. A começar pelo Reino Unido, que derrotou a Argentina na guerra de 1982 pela posse das Ilhas Malvinas. O território, considerado "em disputa" pelas Nações Unidas, ainda é reivindicado pelo governo argentino, que até recentemente tem denunciado a presença militar britânica no Atlântico Sul. Além do Reino Unido, da França e da Noruega, vizinhos (como Brasil, Chile, Uruguai e Peru), e potências antagônicas (Estados Unidos e Rússia) estão cooperando na busca do submarino.

 

O caso do ARA San Juan tem sido comparado com o desaparecimento do submarino russo Kursk, há 17 anos. Ele sofreu uma explosão no compartimento de armas, quando navegava no Oceano Ártico. Alguns dos tripulantes conseguiram se refugiar em um compartimento da embarcação e emitir sinais de socorro, durante 48 horas. Mas a Rússia - ao contrário da Argentina - demorou uma semana para aceitar ajuda internacional, para não revelar "segredos militares". Na tragédia, morreram 118 pessoas. 

 

O submarino argentino não é nuclear - é movido por baterias elétricas e usado para patrulhar a costa e as atividades de navios de pesca piratas. O ARA San Juan foi construído nos anos 1980 na Alemanha e reformado em 2014 para ampliar sua vida útil por mais 30 anos.

Fonte: CP