A juíza Sucliene Engler Werle, titular da comarca de Três Passos, solicitou nesta segunda-feira que o julgamento dos quatro réus que respondem pelo homicídio de Bernardo Uglione Boldrini ocorra em Porto Alegre. Ela alega que, por conta da comoção provocada pelo assassinato na cidade, não há como garantir imparcialidade do júri e há risco para a ordem pública. O presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, desembargador Carlos Eduardo Zietlow Duro, deverá decidir sobre a questão.

Bernardo Uglione Boldrini, na época com 11 anos, desapareceu em 4 de abril de 2014, em Três Passos. Seu corpo foi encontrado dez duas depois dentro de um saco plástico enterrado em uma cova vertical, em Frederico Westphalen. Respondem pela morte, a madrasta Graciele Ugulini, o pai Leandro Boldrini, além de Edelvânia Wirganovicz e Evandro Wirganovicz.

Sucliene cita que a casa onde Bernardo morava segue sob vigília, com fotos, flores, cartazes e dizeres referentes à sua morte. Além disso, "sites e páginas em redes sociais pedem justiça para o caso e, ainda, quando os réus são levados à cidade para algum ato processual, trafega na cidade carro de som que, em alto volume, reproduz a voz do menino gritando por socorro".

Assim, na avaliação da juíza, "não há como identificar se algum dos possíveis jurados, não participou de manifestações anteriormente; não tenha se manifestado nas redes sociais sobre o fato ou que tenha algum vínculo com as pessoas ouvidas na fase inquisitorial e processual".

Além disso, a magistrada lembrou que a estrutura do Foro de Três Passos, é modesta para comportar um julgamento de grande proporção. Ela citou, por exemplo, o Salão do Júri, que comporta 50 pessoas sentadas.

Fonte: CP

O prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom, confirmou, nesta segunda-feira, que o Secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, chega à cidade nesta terça para uma reunião a respeito do surto de toxoplasmose. Técnicos da Pasta adiantaram que vão anunciar o foco do protozoário, que infectou 569 pessoas desde abril. A reunião, que vai envolver equipes de Saúde do município e do Estado, está marcada para as 8h, na sede da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde.

Em Porto Alegre, Pozzobom se reuniu nessa manhã com o secretário estadual de Saúde, Francisco Paz. Ambos trataram dos trabalhos que as autoridades municipais e estaduais seguirão desenvolvendo no que se relaciona ao surto. O prefeito confirmou que o Estado já realizou a compra emergencial de novos lotes de medicamentos para os pacientes em tratamento.

Conforme o prefeito, durante a reunião ficou definido que tanto município quanto Estado seguirão atuando em três frentes principais diante do surto: prevenção, tratamento e investigação.

 

Para o chefe do Executivo Municipal, como a origem do surto segue desconhecida e nenhuma possível fonte de contaminação é descartada, seguem as orientações básicas de prevenção, que devem ser seguidas pela comunidade: consumir apenas água filtrada ou fervida, higienizar adequadamente os alimentos e evitar o consumo de carnes malpassadas, por exemplo.

Um dos mais importantes dramaturgos do Rio Grande do Sul, Ivo Bender morreu na madrugada desta segunda-feira, aos 82 anos. O velório do também escritor será realizado a partir das 11h, na sede do Instituto Estadual do Livro, em Porto Alegre, e o enterro, às 18h, no Cemitério João XXIII.

Ivo Bender teve uma insuficiência cardíaca e morreu à 0h45min de hoje no Hospital Moinhos de Vento, onde estava internado desde 2 de junho. No último dia 21, a família de Ivo havia informado que o estado de saúde dele era delicado e que ele estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O dramaturgo foi autor de 36 peças teatrais e duas obras literárias. Em 2015, ganhou o Prêmio Açorianos de Literatura na categoria Conto com uma segunda coletânea, Quebrantos e Sortilégios.

Fonte: CP

Os homicídios contra mulheres no Rio Grande do Sul tiveram uma alta de 90,1% entre 2006 e 2016. É o que aponta o Atlas da Violência, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado na última semana.

Nesses dez anos, o número de assassinatos passou de 162 registros para 308. Com o sétimo maior crescimento entre os estados brasileiros neste crime, a proporção no RS é também superior à evolução das mortes no Brasil. Em todo o país, a alta foi de 15,3%, passando de 4.030 homicídios em 2006 para 4.645 em 2016. Proporcionalmente, a acentuação mais grave é no Rio Grande do Norte, que avançou de 42 homicídios contra mulheres em 2006 para 100 dez anos depois.

Nas regiões Sul e Sudeste, o Estado lidera a alta nos assassinatos de mulheres, alcançando índices comparáveis aos de Norte e Nordeste. Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais tiveram reduções nos homicídios de mulheres, enquanto Santa Catarina apresentou alta de 16,3% no período apurado.

Conforme os pesquisadores do Atlas da Violência, com os dados obtidos para a pesquisa não é possível medir a quantidade exata de feminicídios. Alertam, porém, que a mulher assassinada normalmente é uma vítima de outras violências anteriores: “A mulher que se torna uma vítima fatal muitas vezes já foi vítima de uma série de outras violências de gênero, por exemplo: violência psicológica, patrimonial, física ou sexual”.

Uma rede eficiente de apoio à mulher, argumenta o Atlas, evitaria número considerável de mortes: “Muitas poderiam ser evitadas, impedindo o desfecho fatal, caso as mulheres tivessem tido opções concretas e apoio para conseguir sair de um ciclo de violência”.

Fonte: CP

Aumentou para seis o número de mortes em decorrência de acidentes nas estradas gaúchas neste final de semana. Na colisão que ocorreu na madrugada deste domingo, no km 116, na BR-392, em Canguçu, três pessoas faleceram após o carro em que elas estavam colidir frontalmente com outro veículo.

Inicialmente, apenas uma pessoa havia morrido, quando a Polícia Rodoviária Federal chegou ao local e fez o encaminhamento das vítimas ao Hospital de Pronto Socorro de Pelotas. Entretanto, no início da noite deste domingo, foi confirmada a morte de outras duas vítimas após a chegada na Casa de Saúde, para onde haviam sido levadas as cinco pessoas que se feriram na colisão.

O acidente envolveu um Monza e um Fiat Strada. Conforme, informações preliminares da PRF, o Monza, emplacado em Pelotas, transitou na contramão da rodovia. Quando tentou retornar ao lado certo da via, bateu de frente com o Strada, também de Pelotas, que vinha no sentido contrário. Os cinco ocupantes do Monza se feriram no acidente, enquanto o motorista do Strada sofreu lesões leves.

O domingo foi trágico nas estradas gaúchas. Além deste acidente em Canguçu, três mulheres da mesma família morreram após o carro em que elas estavam sair da pista na BR 290, em Caçapava do Sul, na região central do Estado. Elas eram avó, mãe e filha na mesma família.

Fonte: CP

O assassinato da transexual de nome social Thalia Costa chocou e revoltou a população da fronteira Oeste. Thalia (registrada como Genilson Costa Barbosa, de 32 anos) teve o corpo encontrado por volta das 7h30min desta quinta-feira por moradores no bairro do Passo, próximo à caixa d’água da Corsan, periferia do município de São Borja.

Vendedora de loterias e estudante, Thalia era conhecida na região pela militância que desenvolvia em favor de movimentos LGBT da fronteira. Segundo a equipe da Delegacia Polícia de Pronto Atendimento, a perícia de Santo Ângelo segue para São Borja a fim de averiguar as causas da morte.

Os primeiros indícios apontaram ferimentos a pauladas e há um suspeito, de 22 anos, preso. Ele aparece em imagens de câmeras de videomonitoramento instaladas na área onde o crime aconteceu.

Fonte: CP

Com o fim da campanha de vacinação contra a gripe em todo o País, nesta sexta, mais de um milhão de doses sobraram nos postos de saúde de todo o Rio Grande do Sul. Dessa forma, a Secretaria Estadual da Saúde liberou a imunização para o público em geral até o fim dos estoques. Dados do Ministério da Saúde dão conta de que somente 80% da população-alvo se imunizou em 2018, enquanto a meta era de 90% ou mais.

As vacinas foram distribuídas ainda em abril nas unidades básicas de saúde. No momento, não é possível quantificar quais locais ainda dispõem de doses, mas a Pasta garante que todas as cidades seguem vacinando. O Estado recebeu 4,2 milhões de doses, enquanto pouco mais de 3,1 milhões pessoas se imunizaram.

O titular da Saúde elenca razões para que a população minimize a necessidade de imunização contra o Influenza. A mais grave delas é a profusão de informações falsas nas redes sociais a respeito das vacinas para diversos tipos de doença, incluindo a gripe.

“No ano em que houve um grande número de óbitos (em 2009, ano do surto, 298 pessoas morreram), tivemos uma grande faixa da população coberta pela vacina, então aumentou o número de resistentes, tirando da percepção imediata das pessoas o fator gravidade. Além disso, há um problema sério com as fake news em relação à vacina: são grupos negando a importância dela. Além disso, o inverno passado não foi rigoroso e possibilitou menor chance de infecção. A população fica menos preocupada”, enfatizou Francisco Paz.

Entre as populações-alvo, as crianças registraram o menor índice de imunização. Em todo o Rio Grande do Sul, somente 61% receberam a dose. De acordo com o secretário, somente a meta dos idosos foi plenamente alcançada: 91% das pessoas com 64 anos ou mais se vacinaram.

As doses foram liberadas para todos, mas o critério de priorização dos grupos de risco permanece vigente. Em Porto Alegre, crianças e gestantes são os grupos com as menores coberturas vacinais – pouco mais de 50%.

A Secretaria Municipal de Saúde mantém o atendimento em todas as salas de vacina da rede, de acordo com o funcionamento das unidades, sempre de segunda a sexta-feira. Nas unidades de saúde, o atendimento vai das 8h às 17h; nas unidades São Carlos e Tristeza e no Centro de Saúde Modelo, das 8h às 22h. Na Clínica de Saúde da Família da Restinga, das 8h às 20h.

Neste ano, quatro mortes foram registradas em decorrência da gripe no Rio Grande do Sul. Ao todo, 80 casos foram contabilizados até o momento.

Fonte: CP

A Polícia Federal (PF) apreendeu na tarde deste sábado 448 quilos de cocaína nas proximidades da cidade de Santiago, no Centro do Rio Grande do Sul. A droga foi localizada em um caminhão, escondida em uma caixa de ferro concretada. 

O motorista do caminhão foi preso por tráfico de drogas e encaminhado para a Polícia Federal em São Borja. O trabalho teve a participação da Delegacia de Repressão a Drogas da PF (DRE), das delegacias da Polícia Federal em Santo Ângelo, São Borja e Uruguaiana e contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal.

O caso da execução da jovem Paola Avaly Corrêa, de 18 anos, cujas imagens entrando em uma cova e em seguida sendo baleada circularam nas redes sociais, é considerado esclarecido, afirmou hoje a Polícia Civil. As delegadas Tatiana Bastos e Clarissa Demartini, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher da Capital, anunciaram a identificação e prisão de oito envolvidos, todos integrantes de uma facção criminosa atuante no narcotráfico.

O assassinato teve como mandantes dois apenados da Cadeia Pública de Porto Alegre (antigo Presídio Central), ambos gerentes de pontos de venda de drogas na cidade. Um dos detentos era ex-companheiro da vítima, com quem ela havia rompido dias antes um relacionamento iniciado em dezembro do ano passado através da internet e concretizado em visitas íntimas no estabelecimento penal.

 
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A delegada Tatiana Bastos revelou que Paola permaneceu no matagal cerca de nove horas em poder dos criminosos que recebiam orientações do ex-namorado dela via celular direto do presídio. “Ela foi amarrada nas mãos para trás e pelas pernas. Ela ficou o dia inteiro presenciando a cova que ficou pronta por volta das 14h. Possivelmente a partir da tarde já sabia o que ia acontecer, ficou muito calma todo o tempo, pediu perdão inúmeras vezes por telefone para o ex-companheiro”, relatou com base nos depoimentos de quem confessou com detalhes os momentos finais da jovem.

Sete dos acusados, incluindo uma mulher que filmou a execução com celular, foram indiciados por homicídio triplamente qualificado com os agravantes de feminicídio, motivo torpe e meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. Um adolescente está entre eles. Já o oitavo participante, em situação de foragido, é indiciado por favorecimento a um dos implicados no caso. O inquérito, de quase 200 páginas, é recheado de provas coletadas e confissões de três dos indiciados pelo crime. A arma usada e dois celulares foram apreendidos para a perícia.

Mesmo ameaçada e sabendo do risco de represália após as postagens que revoltaram o ex, Paola concordou em embarcar em um veículo, possivelmente um Ford Fiesta, no dia 13 de maio, sendo então levada para uma residência e depois para o matagal. A família dela registrou então o desaparecimento. O corpo só apareceu quatro dias depois.

Fonte: CP

*Com informações da repórter Jéssica Moraes 

Sete pessoas, três mulheres e quatro homens, foram mortas a tiros durante a madrugada desta terça-feira em Viamão. Segundo informações preliminares da Brigada Militar (BM), a chacina ocorreu no bairro Vila Índio Jari.

Das sete vítimas, quatro foram mortas dentro de uma casa, quando criminosos armados invadiram o local atirando. As outras três pessoas foram assassinadas nas ruas Professor Cabral Freitas, Guarapari e Aranguará.   

Uma das vítimas chegou a ser encaminhada com vida a uma Unidade de Pronto Atendimento de Viamão, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. A BM relatou que cinco das sete vítimas teriam ligações com o tráfico de drogas ou com facções. Nenhum suspeito foi encontrado ou preso até o momento. O chefe da Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, afirmou que cinco policiais irão reforçar efetivo que vai investigar o caso da chacina.