Os caminhoneiros realizam protestos em 31 das 300 estradas federais e estaduais no Rio Grande do Sul – o que representa 10% do total. São diversos atos ao longo das rodovias, passando por cerca de 60 cidades. As manifestações em nível nacional chegam ao seu quarto dia com ainda mais adeptos.

Os protestos não chegam a bloquear o trânsito. Contudo, motoristas de caminhões estão sendo parados pelos colegas e convidados a participarem da paralisação. Nesta quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concedeu em parte uma liminar da União que prevê multa de R$ 1 mil por hora aos manifestantes que bloquearem rodovias ou cometerem qualquer ato violento, inclusive obrigar outras pessoas a participarem da mobilização.

Devido à paralisação, a maioria das cidades gaúchas tem algum posto sem combustível. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro), a falta de gasolina e etanol já é “generalizada”.

Sem o transporte de cargas, os supermercados também estão em alerta. Em nota, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) disse que alguns locais já enfrentam problemas de abastecimento. O presidente da entidade, Antônio Cesa Longo, salientou que os mercados contam com estoque médio de segurança de 15 dias nos produtos não perecíveis. “Com relação a estes produtos, não há risco de desabastecimento para o consumidor final em um curto prazo”, destacou Longo.

Fonte: CP

A greve dos caminhoneiros, que nesta quarta-feira completa seu terceiro dia em todo o país, começa a afetar de maneira significativa vários setores. No Rio Grande do Sul, onde o dia foi marcado pelo clima acirrado em vários pontos de manifestação mais de 10 municípios já estão sem combustível nos postos. Em Porto Alegre, pelo menos dois postos - um na avenida Ipiranga e outro na Nilo Peçanha 2495 com João Wallig - também estavam ficando sem combustível. A paralisação também tem trazido transtornos, como cargas que não conseguem chegar ao seu destino.

Em Canela e Gramado filas enormes foram formadas e, em poucas horas, a gasolina comum "secou" nos tanques. Com medo de ficar sem combustível, os motoristas abasteciam com gasolina aditivada, que também terminou no final da tarde na maioria dos postos da região. O preço do litro da gasolina comum em Canela e Gramado varia entre R$ 4,789 e R$ 4,899.

Conforme Ângela Moraes, gerente posto Pedras Branncas, em Canela, as filas começaram no final da manhã a partir dos comentários pelas redes sociais. “Com a rodovia trancada na base em Canoas, ficamos sem gasolina comum. Tínhamos um pouco mais de estoque de gasolina aditivada, mas acabou também. O movimento foi intenso o dia todo”, conta Ângela. O último carregamento no estabelecimento chegou na manhã de segunda-feira. “Temos um pedido para a próxima sexta, mas depende da liberação da rodovia. Não sabemos quando vamos receber um novo carregamento”, afirma.

O proprietário do Posto Drumm, em Gramado, Jorge Drumm, conta que o caminhão que traria combustíveis para o estabelicimento em Gramado foi bloqueado e não pode carregar. “Tínhamos um pedido de R$ 100 mil para terça-feira. No entanto, quando o caminhão chegou na refinaria, o acesso estava bloqueado. Não temos previsão para normalizar o abastecimento”, revela. Segundo Drumm, os estoques de gasolina comum e aditivada terminaram no meio da tarde desta quarta. “Temos um pouco de diesel e etanol”, afirma.

 

O empresário observa que o combustível no seu posto sofreu o último reajuste na segunda-feira. O preço do litro da gasolina comum é de R$ 4,899. “Quem paga a conta, infelizmente, é o consumidor. O governo precisa mexer na carga tributária. Mais da metade do valor é imposto. Os reajustes no preço dos combustíveis afetam toda a cadeia. O Brasil depende muito do transporte terrestre”, avalia Drumm.

Em Piratini, no Sul do Estado, cidade com pouco menos de 20 mil habitantes, o preço do litro da gasolina comum chega a R$ 5,09. A cidade tem três postos. “O que diferencia são as casas decimais, uma vez que o mais barato é R$ 5,089. Na semana passada, custava R$ 4,79, depois passou para R$ 4,93 e, na terça-feira, para R$ 5,09. Como a cidade é pequena, com esse preço, temos de andar a pé e só utilizar o carro em casos de emergência”, lamenta o motorista Eduardo Andrade.

Com o protesto dos caminhoneiros, muitos postos estão deixando de receber combustíveis. No posto GKS de Piratini a situação ainda é normal. A empresa possui transporte próprio, mas o caminhão não chega desde sexta-feira. “Conforme chega o combustível, temos que repassar para as bombas. Provavelmente, na hora que chegar caminhão a gasolina, deve aumentar novamente para o consumidor. O problema é que é muito imposto e ninguém quer ceder”, diz o gerente Emerson Ribeiro.

Em Pelotas, o preço dos combustíveis já causa desemprego. A empresária Alessandra Oliveira conta que teve de dispensar dois funcionários de sua transportadora em função da alta do diesel. “Tivemos que reduzir custos, o que fez com que tivéssemos que desligar os dois em função do preço do combustível. Foi preciso fazer cortes de custos de outra natureza, pois sem diesel não temos como trabalhar”, justifica. Ela conta que na última sexta-feira houve variação de R$ 0,10 no preço do produto em um mesmo dia. “Apesar de ter perdido o controle nos últimos meses, com certeza metade dos nossos custos é com o diesel”, lamenta. A transportadora de Alessandra tem oito caminhões e 17 anos no mercado. “Nunca tínhamos passado por esta situação”, destaca.

Em Pelotas, o preço médio do litro da gasolina é de R$ 4,79, mas em alguns lugares pode ser encontrado a R$ 4,90. Na terça, começou a faltar o produto. Os responsáveis pelos postos dizem não ter previsão de quando a situação será normalizada. O Procon da cidade informa que o preço dos combustíveis varia dentro do que a Petrobras anuncia. “Não temos como interferir no preço pela política da livre concorrência. O que verificamos é a qualidade do combustível oferecido ao consumidor”, explica o coordenador do Procon Nelson Soares. O município tem 87 postos de combustíveis.

Em um dos únicos onde havia gasolina no início da tarde havia extensa fila de veículos. “Mesmo não podendo trabalhar como motorista de aplicativo, sou a favor do movimento, até porque a gasolina a R$ 4,96 o litro não dá, é complicado de trabalhar”, disse Alan Camargo Dias, que aguardava no estabelecimento. 

 

Em Santa Vitória do Palmar, o prefeito Wellington Bacelo decretou situação de calamidade pública em função da falta de combustíveis. Segundo ele, as aulas foram suspensas e apenas serviços como coleta de lixo e remoções de ambulância têm continuidade. Não há combustível e os estoques acabaram. 

Também nessa quarta-feira, o prefeito de Canguçu, Vinícius Pegoraro, decretou emergência no município e, função da falta de combustíveis. Ele suspendeu os serviços públicos municipais que necessitam do uso de veículos e maquinários. As aulas na zona rural foram suspensas, assim como o atendimento na Unidade Básica de Saúde da zona rural. “Ele garante que as máquinas continuam consertando estradas enquanto houver diesel. “Temos 4 mil litros de diesel no posto da prefeitura e vamos tocar aquilo que é essencial, pois não temos perspectiva quanto tempo vai demorar”, relata.

Confira a relação dos municípios sem combustível nos postos:

Bagé

Bento Gonçalves

Cachoeira do Sul

Canela

Canguçu

Caxias do Sul

Encantado

Erechim

Igrejinha

Osório

Pelotas

São Leopoldo

Novo Hamburgo

Santa Vitória do Palmar

Três Coroas

Torres

Uruguaiana

 

Protestos pelo país

 

Os motoristas de caminhões protestam contra o preço cobrado do óleo diesel. Eles criticam a política de reajuste da Petrobras. Na região Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro sentem os efeitos dos caminhões parados. Na capital paulista começam a falta alimentos em alguns supermercados. No Rio, a frota de ônibus está reduzida em 40% em razão da falta do diesel nas garagens das empresas. 

Fonte: CP

O Rio Grande de Sul ganhou, nesta segunda-feira, a Frente Parlamentar em Defesa da Nefrologia Gaúcha. O ato de instalação ocorreu na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. Liderada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e pela Sociedade Gaúcha de Nefrologia (SNG), a Frente vai ser presidida pela deputada Liziane Bayer (PSB).

O objetivo é mobilizar a sociedade gaúcha em prol de pacientes que fazem a Terapia Renal Substitutiva (TRS), que abrange hemodiálise e diálise. Hoje a insuficiência de recursos e os valores defasados, praticamente congelados pelo Ministério da Saúde, restringem o acesso ao tratamento.

No RS, há cerca de 5,8 mil pacientes crônicos que dependem da TRS, sendo que 5,2 mil dependem do SUS (90% dos doentes), conforme Simers. Clínicas já foram fechadas por não conseguirem manter o atendimento diante da defasagem de valores em seis localidades – Porto Alegre, Cachoeirinha, Canela, Frederico Westphalen, Santa Rosa e São Lourenço do Sul. Com isso, o doente se obriga a migrar a outras cidades, diversos dias na semana, para fazer as sessões;

Recentemente, Simers, SGN e a senadora Ana Amélia Lemos se reuniram, em Brasília, com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, para cobrar medidas urgentes. “Se a terapia não é instalada imediatamente, o paciente morre”, adverte a diretora do Sindicato Médico e nefrologista Gisele Lobato.

O governo federal investe R$ 2,7 bilhões ao ano no setor em todo o Brasil, mas esse valor está congelado há cinco anos. Houve reajuste dos valores das clínicas, em 8,47%, no ano passado, mas depois de ficar 4 anos sem nenhuma atualização.

Ainda conforme o Simers, as clínicas recebem R$ 194 por sessão, mas o custo ‘real’ é de R$ 256 para remunerar material e pessoal. Simeres e SNG defendem ainda isentar tributos de clínicas que atendem pelo SUS e alterar a lei que tornou obrigatório que elas paguem ISSQN nas cidades.

A presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, Miriam Gomes, lembrou que 60 clínicas, credenciadas pelo SUS atendem hoje no Rio Grande do Sul. Em função dos valores pagos, porém, a abertura de novas vagas deixou de ocorrer. Além disso, medicações essenciais não vêm sendo fornecidas com regularidade, agravando, em muitos casos, a situação dos pacientes.

Já a representante do Conselho Regional de Medicina (Cremers) Cíntia Vieira frisou que o Instituto de Previdência do Estado (IPE) também não atualiza a tabela há seis anos. “Com isso, o valor da sessão de diálise está menor do que o pago pelo SUS”, comparou.

Nos próximos dias, a Frente Parlamentar em Defesa da Nefrologia Gaúcha deve realizar a primeira reunião de trabalho para elaborar o cronograma de atividades. Segundo a deputada Liziane Bayer, uma das primeiras ações deve ser o agendamento de um encontro com o presidente do IPE, Paulo Ricardo Gnoatto.

Desembargadores da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho transformaram em réus o prefeito de Estrela, Carlos Rafael Mallmann (MDB), e mais duas pessoas em um processo que trata de suposto desvio de dinheiro público para a compra de um prêmio que o gestor recebeu, em 2015.

Além de Mallmann, o Ministério Público Estadual denunciou o chefe de Gabinete, Cliver André Fiegenbaum, e o procurador e controlador da empresa Premium Brasil Produtora de Eventos Ltda., com sede em Balneário Camboriú, Luiz Obregon dos Santos.

O trio é investigado pelo suposto desvio de R$ 8,5 mil com a compra de passagens aéreas e a inscrição dos representantes da Prefeitura no 13º Encontro Nacional de Prefeitos, realizado em Foz do Iguaçu, três anos atrás.

Segundo a denúncia, o dono da empresa criou o evento, sem interesse público efetivo e com propósito estritamente comercial, convidando gestores municipais, entre eles o Prefeito de Estrela. No evento, realizado em um resort de luxo em Foz do Iguaçu, Mallmann recebeu o prêmio JK 2015.

Nas palavras do MP, o evento “nada mais era do que um ‘pseudocongresso’, um astucioso artifício engendrado para burlar a ação de órgãos fiscalizadores pretendendo trazer aparente legitimidade à promoção pessoal de prefeitos, em particular do prefeito de Estrela.”

O MP também se baseou na programação do evento para denunciar que, em três dos quatro dias do evento, eram de lazer, pago com dinheiro público. Além disso, salienta que o dono da empresa nunca explicou critérios técnicos e metodologia de que se valeu para elaborar o ranking dos “50 melhores Prefeitos do Brasil”.

A defesa do prefeito alegou que recebeu também premiações estaduais pela administração municipal. Mallmann argumentou que não houve intenção em lesar o erário em proveito próprio e que não tinha por objetivo a promoção pessoal.

Como houve a devolução dos valores aos cofres públicos, a defesa sustentou que a atitude não caracteriza admissão de erro, mas um meio de afastar qualquer dúvida acerca dos reais motivos de utilização do dinheiro público.

Decisão

O relator do processo, desembargador Newton Brasil de Leão lembrou que já houve recebimento de denúncia em casos semelhantes. Ele também destacou um trecho da acusação: “Se as defesas de Carlos Mallmann e Cliver insistem que é curso, porque razão chamar os alunos/convidados de ‘vencedores deste prêmio’? Se for prêmio, não é curso, e se há vencedores, porque não simplesmente entregar o prêmio, de graça, esclarecendo critérios?”

Fonte: CP

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) confirmaram, na tarde de hoje, pelo menos 16 rodovias com registro de manifestações de caminhoneiros contra o aumento no preço do diesel. Seguem em andamento bloqueios de pista na BR-101, na altura do Km 22, em Três Cachoeiras; no Km 305 da BR-392, em Santa Maria; e no Km 422 da BR-290 em Rosário do Sul.

Além desses, em outros 13 locais há manifestações sem bloqueio de pista: BR-285, em Ijuí; BR-116, em Jaguarão, BR-392, em Pelotas; BR-116, em Novo Hamburgo; BR-116, em Arroio Grande; BR-116, em Vacaria; BR-290, em Rosário do Sul; BR-158, em Júlio de Castilhos; BR-285, em Passo Fundo; BR-116, em Turuçu; BR-116, em Camaquã; e BR-158, em Panambi.

Por fim, a ERS-122, em São Sebastião do Caí, é a única estrada estadual ainda com manifestações, que incluem bloqueios da pista de meia em meia hora.

Ainda não há previsão para o encerramento das manifestações.

Fonte: CP

Os municípios de Bagé, Passo Fundo, Rio Grande, Santana do Livramento e Santa Rosa podem receber, a partir de junho, voos com aeronaves para até 12 lugares. O anúncio foi feito pelo presidente da Two Flex Aviação Inteligente, Rui de Aquino, na Assembleia Legislativa. A operação seria por meio de uma parceria com a Gol Linhas Aéreas.

Aquino diz que está tudo acertado para o início das operações, mas que depende do comunicado da Gol. “Nossos aviões são um instrumento para os voos Gol chegarem nestes municípios do Interior”, explica. O deputado Frederico Antunes, presidente da Frente Parlamentar da Aviação Civil Regional da assembleia, diz que os voos levam desenvolvimento para as regiões. “Este transporte é decisivo para o crescimento destes municípios e das regiões que fazem parte. E não são apenas voos do Interior para a capital, são voos para qualquer destino da companhia no mundo, com escala em Porto Alegre”, destaca.

Em Santa Rosa, por exemplo, o aeroporto está apto para receber os voos. O secretário municipal de Planejamento, Artur Lorentz, lembra que, além das rotas, o município aguarda R$ 40 milhões para ampliação do aeroporto. “Está em elaboração um convênio entre a União e prefeitura para o desenvolvimento da licitação”, destaca. Com o investimento, o local poderá receber aeronaves de até 72 lugares.

A Gol informou, em nota, que realiza estudos constantes para ampliar sua atuação regional e afirma que estuda a possibilidade de firmar parcerias com companhias aéreas de menor porte para realizar estas operações. Porém, esclarece que, apesar de estar em seu planejamento, neste momento, não há novidades sobre novos destinos regionais. 

Fonte: CP

Caminhoneiros realizam na manhã desta segunda-feira protestos em diversos pontos do País contra o aumento do óleo diesel por parte da Petrobras. No Rio Grande do Sul, na RS 122, km 16, em São Sebastião do Caí, os dois sentidos da via estão bloqueados causando congestionamento.

A Associação dos Motoristas do Vale do Caí informou que os caminhoneiros devem fazer pelo menos quatro bloqueios na RS 122, durante o dia de hoje: a primeira parada aconteceu das 6h às 6h30min; a segunda está programada para ser das 9h às 9h30min; a terceira, das 13h às 13h30min, e, a quarta e última, das 17h30min às 18h.

A RS 020, no km 28, em Taquara, também registra bloqueios nessa manhã. Não há um cronograma divulgado de interrupções no trânsito.

As manifestações no Estado partem de grupos independentes. O presidente da Federação dos Caminhoneiros Autônomos (Fecam-RS), André Luis Costa, explicou ter recebido muitas manifestações, mas disse que só deve haver um posicionamento oficial da entidade na tarde desta segunda-feira. Mesmo assim, ele salienta que o “sentimento é de que a paralisação é algo inevitável”.

A tarde de domingo também registrou protestos por parte da categoria. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recebeu a primeira informação de queima de pneus às 18h30min.

Pelo menos cinco pontos de rodovias federais registraram queimas de pneus: dois trechos da BR 116, na altura do km 66, em Pelotas, e no km 401, em Camaquã. Os trabalhadores atearam fogo em pneus às margens das estradas, mas não causaram bloqueio durante a noite.

Já na BR 101, na altura do km 22, em Três Cachoeiras, a queima de pneus gerou um bloqueio da pista lateral. Em São Sepé, na altura do km 297, na BR 392 e, na BR 158, na altura do km 263, em Júlio de Castilhos, a queima de pneus às margens das rodovias não causou bloqueios.

*Com informações da repórter do Correio do Povo, Jessica Hübler. 

A Polícia Civil descobriu, nesta sexta-feira, uma fábrica clandestina que falsificava detergente líquido para roupas no bairro Navegantes, em Porto Alegre. Durante a ação, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) em parceria com Vigilância Sanitária Municipal, o gerente do local foi preso por crimes contra as relações de consumo, contra a propriedade industrial e de marcas e estelionato.

Durante as investigações, os agentes constataram que a fábrica estava produzindo até 1 mil litros de sabão líquido por dia do sabão. De acordo com a Polícia Civil, o produto é “totalmente clandestino, sem qualquer autorização do órgão competente”. O sabão era vendido em fracos com rótulos da marca Omo.

No local, foram encontrados ainda aproximadamente 500 frascos vazios, quatro mil rótulos da marca Omo e cerca de 100 unidades prontas para a venda.

Fonte: CP

operação em combate a crimes de exploração sexual de crianças prendeu, até o meio-dia desta quinta-feira, 21 pessoas no Rio Grande do Sul. Nos locais alvo da ação, os policiais civis  apreenderam computadores, discos rígidos, arquivos digitais e outros materiais contendo pornografia infantil em fotos e vídeos.

Dos 21 presos, oito foram detidos em Porto Alegre. Outas cidades que tiveram prisões foram Novo Hamburgo (2), Santa Maria (2), Alvorada (1), Pelotas (1), Panambi (1),  Taquara (1), Canoas (1), Sapucaia (1), Viamão (1), Cachoeirinha (1) e São Leopoldo (1).

A ação Luz na Infância 2 ocorre simultaneamente no RS e em outros 23 Estados e no Distrito Federal. No Rio Grande do Sul, são 200 policiais civis e 25 peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) que cumprem ao longo do dia 48 ordens judiciais em 23 cidades. Já em todo o Brasil, são 2,6 mil agentes que cumprem 579 mandados de busca e apreensão em 284 cidades. Em todo o País, o número de prisão chega a 132.

Cidades onde estão sendo cumpridas as ordens judiciais

Porto Alegre

Bento Gonçalves

Caxias do Sul

Caçapava do Sul

Carazinho

Pelotas

São Lourenço do Sul

Uruguaiana

Santa Maria

Santiago

Taquara

São Jerônimo

Cachoeirinha

Campo bom

Canoas

Esteio

Novo Hamburgo

São Leopoldo

Sapucaia

Sapiranga

Viamao

Alvorada

Guaíba

Fonte: CP

Postos de gasolina vão vender o litro a R$ 2, em 5 de junho, no Rio Grande do Sul. A 14ª edição do Dia da Liberdade de Impostos (DLI), promovido pelo Instituto Liberdade, divulga nos próximos dias os locais que vão aderir à iniciativa, realizada em parceria com o Instituto de Estudos Empresariais (IEE), a Fecomércio-RS, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL) e o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no RS (Sulpetro).

A campanha consiste na venda de gasolina sem impostos para os consumidores. O objetivo em 2018 é aumentar significativamente as unidades de postos e também expandir para outros serviços o mesmo formato.

Devem ser distribuídas 100 senhas para cada posto participante, a partir das 7h. O abastecimento deve ser feito das 8h às 11h30min. Cada senha dá o direito à compra de 20 litros de gasolina comum, apenas para pagamento em dinheiro.

O objetivo central da campanha é conscientizar a sociedade sobre a alta carga tributária que é paga hoje pelo brasileiro. Nos perfumes nacionais, por exemplo, os impostos correspondem a 69% do valor; na água mineral, a 38%; e nas lâmpadas, a 45%.

Em 2017, foram comercializados 63 mil litros de gasolina, e a campanha contou com a adesão de 21 postos em 12 cidades gaúchas. Farmácias e lojas de vestuário também aderiram à causa comercializando remédios e roupas sem a carga tributária.

Segundo o Impostômetro, ferramenta criada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), em 2017 foram pagos mais de R$ 2,8 trilhões em tributos, sendo que em 2018, de 1º de janeiro até agora, a marca já supera o montante de R$ 800 bilhões.

De acordo com recente estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o país com a maior carga tributária em toda a América Latina e Caribe, cerca de 50% superior à média da região.

Lista de alguns produtos e carga tributária (IBPT) embutida no preço final:

Carne bovina – 17,47%

Camarão – 33,29%

Farinha de trigo – 17,34%

Frutas – 21,78%

Peixes – 34,48%

Bombons – 37,61%

Ração para gatos e cachorros – 41,26%

Água mineral – 37,88%

Cerveja (lata) – 55,60%

Vinho – 54,73%

Cobertor – 26,05%

Telefone celular – 39,80%

Ar condicionado – 48,22%

Ferro de passar – 45,25%

Máquina de lavar roupas – 48,00%

Micro-ondas – 59,37%

Cimento – 30,05%

Caneta – 47,49%

Pneu – 35,72%

Desodorante – 37,37%

Sabonete – 31,13%

Bola de futebol – 46,49%

Calça jeans – 38,53%

Fonte: CP