O governo estadual lança, nesta sexta-feira, um edital para contratar 800 novos Policiais Militares Temporários para o Rio Grande do Sul. As inscrições podem ser feitas de graça, entre amanhã e segunda-feira, através do site da Brigada Militar. Devem ser contratados os candidatos selecionados e aprovados em um curso de formação específico.

Para participar do processo seletivo, o interessado deve ter concluído o serviço militar obrigatório das Forças Armadas até cinco anos antes da data de abertura das inscrições; ter sido licenciado, no mínimo, no comportamento Bom e não ter sido punido pela prática de falta grave pelo regulamento disciplinar da Força a que servia, comprovado mediante certidão.

Os PMs Temporários devem executar serviços internos, atividades administrativas e videomonitoramento, e, ainda, mediante convênio, a guarda externa de estabelecimentos penais e de prédios do Poder Executivo.

Durante o curso de formação, o soldado deve receber mensalmente um salário mínimo regional. No primeiro ano após o curso de formação, o aprovado recebe 75% do vencimento bruto inicial do soldado de carreira. No segundo e terceiro ano, recebe 80%.

Estado deve chamar mais mil servidores temporários para a Segurança

Pela primeira vez na gestão atual, o governo autorizou o chamamento de servidores aposentados e egressos das forças armadas para atuarem como temporários nos órgãos da Segurança Pública. No total, 1.804 novos servidores devem reforçar as forças policiais, com destaque para a Brigada Militar.

A ação foi possível por conta de um pacote aprovado em janeiro pela Assembleia Legislativa, no qual um dos projetos trata da contratação de militares estaduais temporários e reaproveitamento de aposentados da corporação.

Entre os servidores, 1,2 mil serão destinados à Brigada Militar, 150 ao Corpo de Bombeiros Militar e 174 para as áreas de saúde da BM. Além disso, entre os aposentados, 80 vão atuar na Polícia Civil, 150 na Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e 50 no Instituto Geral de Perícias (IGP).

As atividades podem ser desenvolvidas por até dois anos, podendo ser prorrogadas no máximo uma vez pelo mesmo período. O governo não divulgou os municípios onde os convocados vão trabalhar.

Fonte: CP

O vice-prefeito de Agudo Moisés Killian (MDB) foi preso preventivamente nesta quarta-feira durante operação que investiga uma organização criminosa estruturada dentro da prefeitura. Ele e outros três servidores da prefeitura, que não tiveram identidade revelada, são alvos da operação Fogo Fátuo, da Polícia Civil.

Até o momento cinco pessoas foram presas. Os policiais cumprem ainda 35 mandados de busca e apreensão e nove de bloqueios de aditivos e indisponibilidade de bens. A ofensiva ocorre em Agudo, Santa Maria, Cachoeira do Sul, Canoas e Porto Alegre.

Segundo os Delegados André Lobo Anicet e Max Otto Ritter, as investigações duraram aproximadamente um ano, visando à desarticulação de uma organização criminosa estruturada no Município de Agudo, pelo menos desde o ano de 2012, com atuação dentro da Prefeitura, a partir da Secretaria Municipal de Obras, formada pelo vice-prefeito, seus assessores e motoristas, em conluio com empresários do ramo de máquinas e peças.

A Polícia Civil obteve dados indicando possível fraude a procedimentos licitatórios, através da combinação de valores e fracionamento das compras, buscando enquadramento nos limites legais de dispensa de licitação. Eram solicitadas notas fiscais com valores superfaturados, visando ao desvio de recursos públicos. O prejuízo estimado, considerando-se apenas os exercícios financeiros de 2015 e 2016, conforme auditorias do Tribunal de Contas do Estado, pode atingir R$ 1,1 milhão.

Fonte: CP

A região Norte do Rio Grande do Sul foi atingida por um tornado na madrugada desta terça-feira, de acordo com a MetSul Meteorologia. O fenômeno, com ventos que podem ter atingido 300 km/h, derrubou casas e árvores e ainda tombou dois caminhões. Segundo a MetSul, o tornado estaria no nível F3 da escala Fujita, cujo alcance máximo é F5.

O tornado devastou a zona rural de Coxilha e Tapejara. Diversas árvores foram derrubadas, inclusive pela raiz, destruindo a vegetação nas regiões. Além disso, 20 residências de Coxilha, que tem 2,8 mil habitantes, ficaram destelhadas.

O fenômeno teria sido responsável ainda pelo tombamento de dois caminhões. De acordo com a Defesa Civil, os veículos se deslocavam pela ERS 404, quando tombaram às margens da rodovia, no km 10. Os caminhões, que não estavam transportando mercadoria, estariam parados quando ocorreu o acidente. Os motoristas não ficaram feridos.

Fonte: CP

A Defesa Civil Estadual confirmou a segunda morte em decorrência do mau tempo que atinge o Rio Grande do Sul. De acordo com último balanço, divulgado no final da manhã desta terça-feira, uma mulher moradora do município de Sarandi morreu após sua casa desabar durante temporal que atingiu a região. Outras cinco pessoas também ficaram feridas em Sarandi, no Noroeste do Estado.

A primeira morte devido às chuvas havia sido registrada em Ciríaco, na região do Planalto. De acordo com a Brigada Militar, José Alves Nunes, de 53 anos, morreu após sua casa desabar ainda na madrugada de hoje. Nunes morava na estrada Fazenda Pedreira, no interior do município. Ele chegou a ser socorrido pelos vizinhos e encaminhado ao Hospital São José, em David Canabarro, mas não resistiu aos ferimentos.

Ainda segundo a Defesa Civil, 984 residências em 21 municípios foram atingidas pelo temporal. O órgão estadual contabiliza uma família desabrigada e uma desalojada. Além de danos em casas, há problemas em escolas, ginásios, quedas de postes e árvores e falta de energia elétrica em alguns municípios.

Entre as cidades que registraram estragos estão: Água Santa, Araricá, Bento Gonçalves, Canela, Caxias do Sul, Ciríaco, Coxilha, Dois irmãos, Giruá, Guaporé, Ibarama, Igrejinha, Itati, Júlio de Castilhos, Marau, Salvador do Sul, Sapiranga, Santa Bárbara, Santa Rosa, São Francisco de Paula e Sarandi.

 

A Defesa Civil alerta que os estragos ainda estão sendo contabilizados e os números poderão sofrer alterações no decorrer do dia. O órgão segue com o acompanhamento das Coordenadorias Regionais em conjunto com os municípios, oferecendo toda ajuda necessária às localidades atingidas. Qualquer informação ou pedido de auxílio pode ser encaminhado através do telefone 199.

Confira os municípios atingidos

Água Santa: Danos sendo contabilizados

Araricá: 75 residências, uma escola e um ginásio atingidos.

Bento Gonçalves: 80 residências e duas escolas atingidas, além de queda de árvores e falta de luz.

Canela: 12 residências atingidas

Caxias do Sul: queda de árvores

Ciríaco: uma morte

Coxilha: 20 residências atingidas

Dois Irmãos: estrutura da feira municipal atingida

Giruá: 500 residências atingidas

Guaporé: seis residências atingidas

Ibarama: 12 residências atingidas

Igrejinha: oito residências e uma escola atingidas

Itati: duas residências atingidas

Júlio de Castilhos: 90 residências atingidas

Marau: 10 residências atingidas

Salvador do Sul: 100 residências atingidas e uma família desabrigada

Sapiranga: seis residências atingidas

Santa Bárbara:  danos sendo contabilizados

Santa Rosa: 48 residências atingidas

São Francisco de Paula: 15 residências atingidas

Sarandi: uma morte, cinco feridos e 100 postes caídos

Fonte: CP

A partir desta segunda-feira, crianças menores de 10 anos e adultos a partir de 50 anos também serão imunizados contra a gripe no Rio Grande do Sul. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado, a decisão de ampliar o público-alvo da campanha foi tomada após recomendação dos municípios, em função da concentração de casos nessa faixa etária. Dados da secretaria mostram que, dos 44 casos de influenza confirmados este ano no Rio Grande do Sul, oito são em crianças entre 5 e 9 anos e nove são em pessoas com idade entre 50 e 59 anos.

Segundo a pasta, até o momento, mais de 2,6 milhões de pessoas já se imunizaram no estado, o que corresponde a uma cobertura de 76% dos grupos prioritários. "A secretaria recomenda, especialmente, reforço na captação entre crianças até os 5 anos de idade e em gestantes, ambos com baixa procura, 53,5% e 59% de cobertura. Para isso, a orientação é que sejam realizadas ações de vacinação em escolas e creches, estratégias no pré-natal e busca ativa pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família", informou o órgão.

Público-alvo

Conforme definição do Ministério da Saúde, devem receber a dose crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional. Pessoas com doenças crônicas e outras condições clínicas especiais também devem ser imunizadas. Nesse caso, é preciso apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle de doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem procurar os postos em que estão registrados.

Fonte: CP

Ao menos oito pessoas morreram e três ficaram feridas em acidentes de trânsito em estradas do Rio Grande do Sul neste sábado. Foram quatro colisões que aconteceram em menos de oito horas em rodovias federais e estaduais de quatro regiões do Estado.

Um dos acidentes mais graves foi na BR 386, em São José do Herval, por volta das 22h40min de ontem. Três pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas em uma colisão frontal entre um Volkswagen Bora, de Pouso Novo, e um Volkswagen Gol, de Carazinho.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Bora deslocava-se sentido interior-Capital, quando o motorista teria perdido o controle do veículo, derrapando e girando o carro, que acabou invadindo a faixa contrária e colidindo contra o Gol no km 275 da rodovia. Os dois veículos ficaram sobre a pista.

Os ocupantes do Bora teriam participado de um jogo de futebol em Fontoura Xavier e retornavam para São José do Herval e Pouso Novo no momento do acidente. O motorista, de 36 anos, e o filho dele, de 15, não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Os dois moravam em Pouso Novo e não tiveram a identidade revelada pela PRF. Já um dos ocupantes, um homem, de 35, morador de São José do Herval, chegou a ser socorrido e faleceu no hospital. Outro passageiro, de 33, segue internado no Hospital de Soledade.

O condutor do Gol, de 46 anos, retornava do trabalho para Carazinho, onde mora, quando ocorreu a colisão. Ele ficou ferido e foi socorrido ao Hospital de Soledade pela ambulância da Secretaria da Saúde de São José do Herval.

Arroio Grande

Já na BR 116, em Arroio Grande, na zona Sul do Estado, dois jovens morreram após um Pegeout 307 colidir contra a defensa da ponte de Arroio Grande no km 613 da rodovia. As vítimas são o condutor do carro, um homem, de 21 anos, de Arroio Grande, que morreu no local. E uma mulher, de 25, natural de Jaguarão. Ela foi socorrida para o hospital de Arroio Grande, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com a PRF, ainda não foi possível determinar a causa do acidente, mas devido à gravidade e ao cenário apresentado, “tudo indica que uma das causas pode ser a velocidade incompatível com o limite da rodovia”.

Ijuí 

Na região do Planalto, em Ijuí, um acidente envolvendo uma motocicleta deixou duas pessoas mortas por volta das 19h de sábado. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Adriano Barbosa Soares foi atropelado por uma moto no km 4 da ERS 155 e morreu no local.

Já o motociclista Maiquel Jeferson Oling, de 29 anos, que transitava sentido Santo Augusto-Ijuí, chegou a ser socorrido para o Hospital de Caridade de Ijuí, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada deste domingo.

São Francisco de Paula

Em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha, um homem morreu após um caminhão capotar na ERS 486, a Rota do Sol, às 14h48min. Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), Amaro Jorge Ribeiro de Sousa Júnior, do Rio de Janeiro, teria perdido o controle do veículo no km 0 da rodovia, logo após uma curva. O Ford Cargo saiu da pista e capotou. O passageiro ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital de São Francisco de Paula pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Fonte: CP

Com o objetivo de recuperar R$ 285 milhões que deixaram de ingressar nos cofres públicos até o momento, a Receita Estadual inicia uma ofensiva contra a inadimplência do IPVA 2018 (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores). Diversas cidades do Estado terão barreiras simultâneas na próxima semana.

De uma frota de 3.554.770 veículos que deveriam pagar o imposto este ano, 573.156 seguem circulando pelas ruas com o IPVA atrasado. A Receita Estadual não divulgou o dia certo nem os locais das blitze.

Diante de uma previsão de arrecadação de R$ 2,60 bilhões, ingressaram nos cofres públicos pouco mais de R$ 2,31 bilhões. Do total arrecadado com o IPVA, metade é repassado automaticamente para as prefeituras conforme o município de emplacamento do veículo.

Na capital, mais de 88 mil automóveis estão com o tributo atrasado, o que representa mais de R$ 54 milhões não recolhidos (inadimplência financeira de 12,04%). As cidades com os maiores índices de inadimplência são, pela ordem, Chuí (22,79%), Quaraí (21,40%), Santa Vitória do Palmar (20,34%), Capão da Canoa (19,68%) e Rio Grande (19,06%). Já os municípios com menores índices são Alto Feliz (2,49%), São José do Inhacorá (2,59%), Montauri (2,67%), Três Arroios (2,87%) e Imigrante (2,91%).

Juros e multas

O contribuinte que não pagou o tributo em dia, além de perder os descontos de Bom Motorista (de até 15%) e Bom Cidadão (de até 5%), terá multa de 0,33% ao dia sobre o valor do imposto não pago, até o limite de 20%. Depois de 60 dias em atraso, o débito sofrerá acréscimo de mais 5% e será inscrito em dívida ativa, com o contribuinte correndo o risco de ter seu nome lançado no Serasa, sofrer protesto no cartório da sua cidade e processo de cobrança judicial.

Além dessas consequências, o proprietário que for flagrado nas barreiras com o IPVA atrasado terá custos que poderão ir além de colocar em dia o imposto. Como o IPVA é um dos requisitos para renovar o Certificado de Registro e de Licenciamento de Veículo (CRLV), transitar sem este documento em ordem significa infração gravíssima (art. 230, V, do Código de Trânsito Brasileiro), com risco de multa de R$ 293,47 e sete pontos no prontuário da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além dos custos do serviço de guincho e depósito do Detran.

Os prazos para renovação da CRLV, entretanto, são diferentes do IPVA e variam conforme a placa: 30 de abril para finais 1, 2 e 3; 31 de maio para finais 4, 5 e 6; 30 de junho para finais 7 e 8; e 31 de julho para finais 9 e 0.

Uma comissão de prefeitos gaúchos formulou um documento, nesta quinta-feira, solicitando que a Secretaria Estadual da Saúde revogue um decreto que prevê transformar Hospitais de Pequeno Porte em Pronto Atendimentos de Urgência, sem leitos de internação. A Federação das Associações de Municípios (Famurs) e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) advertem para o fechamento de 1.618 leitos, caso o decreto entre em vigor. Já a Secretaria defende a necessidade de adequar as casas de saúde à legislação sanitária.

Com o decreto, os estabelecimentos sem alvará sanitário de hospital devem ser classificados como pronto-atendimentos de urgência. Nesse caso, os convênios de leitos SUS serão cancelados e a Secretaria da Saúde vai garantir um cofinanciamento, em valor ampliado em relação ao atual, mas considerado, pelos prefeitos, insuficiente. Já os hospitais com alvará que não tiverem bloco cirúrgico poderão se adaptar a um “novo perfil assistencial”, mais específico, oferecendo leitos de retaguarda, cuidados prolongados ou de saúde mental, por exemplo.

Os prefeitos pedem que os hospitais de pequeno porte, com menos de 30 leitos cada, sejam regulamentados e a verba, mantida. O presidente da Comissão de Hospitais de Pequeno Porte da Famurs, Carlos Alberto Vigne, explica que a intenção é manter leitos que atendem a populações de municípios menores e mais distantes das casas de saúde de referência.

“Você pega uma população inteira para transferir para hospitais que já estão inchados com a população local. Além disso, transferência gera custos para a família dos pacientes e espanta todos os médicos da cidade”, sustenta. Vigne é prefeito de Braga, cidade próxima de Três Passos, que também vai ser afetada pelo decreto.

A Secretaria da Saúde informou, através de nota, que iniciou a avaliação dos estabelecimentos que pretendem se manter classificados como hospitais e estabeleceu o planejamento para adequá-los ao novo perfil assistencial.

Confira a nota completa da SES

Com o objetivo de esclarecer a população e evitar entendimentos que não correspondem à realidade dos fatos, a Secretaria Estadual da Saúde informa que os Hospitais de Pequeno Porte devem ser classificados em duas situações distintas: O primeiro caso são dos estabelecimentos de saúde que não possuem Alvará Sanitário de Hospital e sim de Pronto Atendimentos de Urgência (PADUS).

Para esses, o Estado elaborou a política de cofinanciamento, para que possam manter suas atividades, conforme o seu Alvará Sanitário. Essa adesão não é obrigatória, sendo voluntária ao prefeito municipal ou gestor do estabelecimento. Já na segunda situação, encontramos os estabelecimentos que não aderiram à política de cofinanciamento e necessitam fazer adequações para cumprir as exigências da Vigilância Sanitária e serem contratados como hospitais. Para facilitar a situação desses hospitais, o Estado alterou o Decreto Estadual, retirando a necessidade de contar com Bloco Cirúrgico para ter o Alvará e poder ser contratado como hospital.

A SES informa ainda que iniciou a avaliação dos estabelecimentos que desejam manter-se como Hospital e estabeleceu o planejamento para adequá-los ao novo perfil assistencial, como por exemplo, hospitais de cuidados prolongados, leitos de retaguarda e de saúde mental.

O secretário estadual da Saúde, Francisco Paz, relata que nas duas situações os hospitais são contemplados para continuar funcionando adequadamente. Destaca que todos os pequenos hospitais estão com seus pagamentos em dia, com a possibilidade de atualizar seus alvarás e realizar seus contratos de acordo com a legislação vigente. Dessa forma, o secretário esclarece que não há nenhum interesse do governo do Estado no fechamento de pequenos hospitais, como vem sendo divulgado em outras cidades. “Queremos que esses hospitais pequenos tenham condições de produção para garantir sustentabilidade ao seu funcionamento, qualificando o atendimento e ampliando os recursos repassados pelo Estado”, concluiu Paz.

Devido à concentração de casos de gripe A e B em crianças menores de 10 anos e adultos a partir dos 50, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) incluiu essas faixas etárias nos grupos de risco da vacinação. Assim, a partir de segunda-feira, quem tiver essas idades poderá realizar a vacina gratuitamente nos postos de saúde.

De acordo com o governo do Rio Grande do Sul, dos 44 casos confirmados de influenza neste ano no Estado, oito são em crianças entre os 5 e 9 anos e nove são entre pessoas entre 50 e 59 anos, que antes não estavam incluídas nos grupos prioritários.

Até o momento, mais de 2,6 milhões de pessoas já se imunizaram no RS, o que corresponde a uma cobertura de 76% dos grupos prioritários, sendo que a meta é de 90%. A campanha encerraria neste último dia 1º de junho, mas foi prorrogada até o dia 15 deste mês.

A secretaria recomenda, especialmente, reforço na vacinação entre as crianças até 5 anos e em gestantes, ambos com baixa procura, 53,5% e 59% de cobertura. Para isso, a orientação é que sejam realizadas ações de vacinação em escolas e creches, estratégias no pré-natal e busca ativa pelas equipes da Estratégia de Saúde da Família.

Situação da Influenza no RS

Influenza A (H1N1): 26 casos / 01 óbito

Influenza A (H3N2): 09 casos / zero óbitos

Influenza A não subtipado: 01 caso / zero óbitos

Influenza B: 08 casos / zero óbitos

Total: 44 casos / 01 óbito

Distribuição dos casos por faixa etária

Menor de 6 meses: 02 casos / zero óbitos

6 a 11 meses: 02 casos / zero óbitos

1 ano: 06 casos / zero óbitos

2 a 4 anos: 04 casos / zero óbitos

5 a 9 anos: 08 casos / zero óbitos

10 a 19 anos: 01 caso / zero óbitos

20 a 29 anos: 03 casos / zero óbitos

30 a 39 anos: 02 casos / 01 óbito

40 a 49 anos: 01 caso / zero óbitos

50 a 59 anos: 09 casos / zero óbitos

Maior de 60 anos: 06 casos / zero óbitos

Vacinação em grupos prioritários

Crianças: 321,4 mil (53,5%)

Trabalhador de saúde: 238,9 mil (76,3%)

Gestantes: 62,8 mil (59,2%)

Puérperas: 14,7 mil (84,7%)

Indígenas: 20,8 mil (92,5%)

Idosos: 1,26 milhão (86%)

Professores: 96,7 mil (81,4%)

Total dos grupos prioritários: 2.015.385 (76,1%)

Sistema Prisional: 29,2 mil

Comorbidades: 565 mil

Outros: 47,4 mil

Total de doses aplicadas: 2.673.122

CPI aponta cartel de seguradoras no RS

Quinta, 07 Junho 2018 21:17

Com farto material apurado sobre prováveis práticas ilegais de seguradoras, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Seguradoras Veiculares se encaminha para a reta final de depoimentos. Em sete meses, a comissão já reúne provas suficientes que apontam para uma relação desigual entre consumidores e empresas seguradoras. Com base em testemunhos de donos de oficinas, as investigações sinalizam, entre outras coisas, para manipulação dos laudos de sinistros pelas seguradoras e formação de cartel.

Mais do que os prejuízos causados aos consumidores, outras práticas ilegais também são apontadas pela CPI. Entre elas, a compra de sucatas de veículos acidentados das seguradoras para usarem o documento e esquentarem outros veículos roubados da mesma marca, modelo, ano e cor dos sinistrados. Outra questão levantada pela comissão é a suspeita de imposição, pelas seguradoras, à rede credenciada de oficinas da colocação de peças não genuínas nos veículos acidentados.

Presidente da CPI, o deputado Enio Bacci (PDT) explica que a investigação concluiu que, no Rio Grande do Sul, uma parte dos veículos comprados em leilão, por pessoas físicas, é adquirida por indivíduos que respondem a processo por crimes como roubo, furto ou receptação de carro. “As seguradoras agem como se estivessem acima do bem e do mal, porque elas têm o domínio na avaliação dos veículos sinistrados para definir se a perda foi de pequena, média ou grande monta (perda total)”, afirma.

O parlamentar reforça que, exceto em rodovias, onde os policiais estão aptos fazer a avaliação dos veículos acidentados, na cidade as seguradoras são responsáveis pela contratação de um especialista para verificar e diagnosticar os danos causados em veículos em função de acidentes. “A seguradora contrata alguém para dizer qual foi tamanho do dano. E pode induzir essa gente a responder como ela quer. É a raposa cuidando do galinheiro”, critica.

Cartel das seguradoras

Bacci ressalta que as empresas atuariam em cartel, credenciando oficinas escolhidas por elas próprias e determinando tempo para o conserto e valor da remuneração da hora trabalhada. “Tivemos dezenas de depoimentos de donos de oficinas confirmando que são pressionados constantemente pelas seguradoras a agir da seguinte forma. No caso de um veículo sinistrado, sempre tentar recuperar a peça sinistrada. E só em último caso substiuí-la por outra peça nova”, observa.

Além do desrespeito ao consumidor, a CPI apontou que é comum a prática de cartel envolvendo a maioria das empresas. Bacci diz que é comum de ‘manter oficinas como refém’ e ‘deixá-las sem liberdade para nada’. “Todas adotam essa prática. No início, imaginava que algumas seguradoras pudessem agir de uma forma e outras, não, mas percebi que o cartel pressiona escancaradamente nesse caso. É combinado e no mínimo copiado”, explica.

Prejuízo ao RS

Se os danos financeiros e materiais causados aos motoristas gaúchos podem ser apontados facilmente pelas investigações, as perdas na arrecadação também são vultuosas, justamente no momento em que o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades para pagar servidores em dia. O pedetista garante que cerca de 12 mil veículos acidentados são colocados à venda, por ano, em leilão na Capital.

“Os carros são acidentados e vendidos no Estado, mas todos são emplacados em São Paulo durante esse processo pelas seguradoras. O veículo nunca sai daqui, só vai a documentação e volta”. Com isso, as taxas de emplacamento são quitadas no estado paulista, enquanto o Rio Grande do Sul perde milhões em arrecadação. A ideia, conforme o parlamentar, é criar um projeto que obriga todo veículo acidentado em território gaúcho a ser emplacado somente no Estado.

Retaliação a donos de oficinas

Uma das preocupações da CPI envolve a segurança dos proprietários de oficinas que decidiram prestar depoimento à comissão. Muitos já revelaram sofrer retaliações a partir dos relatos ao parlamento. Dezenas de donos de oficinas afirmaram que o número de carros encaminhados caiu bruscamente após o início da CPI. “Há retaliações a oficinas. Estamos inclusive oficiando as seguradoras, porque algumas oficinas recebiam determinado número de carros por mês para consertar, e agora não estão recebendo. Houve uma redução drástica. Queremos apurar qual é a relação com a CPI”, revela Bacci.

Fonte: CP