Morre o ator Leonardo Machado, em Porto Alegre

Domingo, 30 Setembro 2018 12:30 Escrito por

O ator gaúcho Leonardo Machado, de 42 anos, morreu no final da noite dessa sexta, no hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O artista lutava contra um câncer. O velório será das 10h às 17h deste sábado, na Sala Álvaro Moreyra. O corpo será cremado no Crematório Metropolitano.

Leonardo nasceu em Porto Alegre, mas na adolescência se mudou para o Mato Grosso, onde trabalhou no campo. Aos 18 anos, voltou para a Capital gaúcha e chegou a atuar como goleiro nas categorias de base do Internacional.

Em seguida, matriculou-se em um curso de teatro e teve como mestre Zé Adão Barbosa. Depois, morou por alguns anos no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde se especializou na profissão.

Seus momentos de maior destaque foram no filme “Em Teu Nome” (pelo qual recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Gramado em 2009) e no seriado “Na Forma da Lei”, da TV Globo, no qual foi protagonista em 2010.

Em 2011 co-dirigiu sua primeira série “Fim do Mundo” e em 2012 iniciou a carreira de produtor nos filmes “A Oeste do Fim do Mundo” e “A Superfície da Sombra” de Paulo Nascimento e nos curtas “Abelardo” e “Gotas de Fumaça” de Ane Siderman.

Morre, aos 91 anos, Paixão Côrtes

Segunda, 27 Agosto 2018 20:23 Escrito por

Morreu aos 91 anos o compositor, folclorista, radialista e pesquisador da cultura gaúcha João Carlos D'ávila Paixão Côrtes. Ele estava internado desde 18 de julho no Hospital Ernesto Dornelles, onde passou por cirurgia no fêmur.

O folclorista faleceu em decorrência de complicações da cirurgia no fêmur a que foi submetido. No começo do ano, ele deu entrada na mesma casa de saúde, onde ficou internado por quatro meses devido a um quadro de diverticulite.

Natural de Santana do Livramento, o engenheiro agrônomo por formação foi dedicado pesquisador da cultura, hábitos e costumes populares do Rio Grande do Sul e do Brasil, os quais registrou em dezenas de publicações e discos. Serviu de modelo, em 1954, para a Estátua do Laçador, obra do escultor Antônio Caringi instalada na zona Norte da Capital e escolhida, em 1992, símbolo de Porto Alegre. Paixão Côrtes nasceu em 12 de julho de 1927. Teve sua vida profissional ligada à Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, onde desenvolveu trabalhos relacionados com a ovinotecnia, com destaque para a introdução da tosquia australiana e a tipificação de carcaças.

Em julho do ano passado, o folclorista anunciou em carta seu afastamento da vida pública. O texto escrito por seu filho Carlos detalhou momentos importantes da vida de Paixão Côrtes, como em 1947, quando liderou os estudantes que fundaram o Departamento de Tradições Gaúchas do Grêmio Estudantil do Colégio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, célula-mater do Movimento Tradicionalista Gaúcho. "Esse núcleo estudantil foi o centro agregador para um grupo de jovens que protagonizaram pioneiramente momentos marcantes na história do tradicionalismo", destaca a carta.

O folclorista participou ainda de uma série de solenidades culturais e cívicas que deram origem aos símbolos da Chama Crioula e do Candeeiro Crioulo e que inspiraram a criação da Semana Farroupilha, além de ajudar na fundação do “35 Centro de Tradições Gaúchas”, o primeiro CTG. Recebeu a Medalha Negrinho do Pastoreio como reconhecimento por serviços prestados à cultura e a Medalha Assis Brasil em destaque por seu trabalho em prol da agropecuária.

Profissionalmente realizou cursos sobre tradição, folclore e danças tradicionais, ensinou professores em especializações em faculdades, realizou espetáculos de danças e, como radialista, utilizou seus programas, ao longo de quatro décadas para propagar seus estudos e para oportunizar espaço para manifestação da cultura popular do homem do campo. Seu trabalho deu origem aos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) e consequentemente ao Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).

Fonte: CP

 

A noite fria e chuvosa do domingo, dia 19 de agosto, foi aquecida ao som de um grande espetáculo cultural proporcionado pelo acordeonista Júlio Pereira, que subiu ao palco do Santuário Basílica da Medianeira, na 8ª apresentação do Projeto Cultural Medianeira Instrumental, comemorando seus 40 anos de Acordeon.

Com a alma na ponta dos dedos e acompanhado dos músicos Júnior Benaduce (violão), Miguel Ranoff (baixo) e Vanderson Rocha (percussão), o quarteto encantou o público presente com um repertório composto por 11 canções.

Os músicos abriram a primeira parte da apresentação com a canção “400 Pirus”, recolhida do folclore por Reduzino Malaquias, e seguiu com clássicos da música regional, brasileira, erudita e do cancioneiro gaúcho.

Na segunda parte da apresentação os músicos também utilizaram da voz para entoar canções como “Coração de Gaiteiro”, Ronda de Tropa, Merceditas, Milonga Abaixo do Mau Tempo entre outras. Os músicos também interpretaram a canção “Nossa Senhora”, de autoria de Roberto Carlos emocionando o público presente. Eles encerraram o espetáculo com a canção “Santa Maria”, de autoria de Beto Pires.

Júlio Cesar Pires Pereira, é natural de São Luiz Gonzaga, músico e compositor, que possui em sua carreira 05 discos gravados com o Grupo Raízes e um disco solo intitulado “Turumbamba de Acordeom”, além de participações em gravações com artistas renomados como Elton Saldanha.

Durante a apresentação, o acordeonista, que também é Professor de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disse que a UFRGS é a primeira universidade de ensino superior a incluir o acordeon no curso de música e disse que sua luta até o final e sua vida será para que o instrumento seja incluído em todas as universidades federais na disciplina de música.

O Projeto “Medianeira Instrumental” é desenvolvido pela Arquidiocese de Santa Maria, através da Lei Rouanet. As apresentações acontecem sempre no terceiro domingo de cada mês após a celebração eucarística e a entrada é franca. A apresentação foi gravada e vai ao ar pela Rede Vida de Televisão no próximo sábado, dia 25 de agosto, ás 10h30min.

Franciele Volpatto

Assessoria de Comunicação do Projeto Cultural Medianeira Instrumental

O Projeto Cultural Medianeira Instrumental, desenvolvido pela Arquidiocese de Santa realiza a sua 8ª apresentação no próximo domingo, dia 19 de agosto, ás 19 horas, no Santuário Basílica da Medianeira, em Santa Maria.

A atração da noite será o músico e compositor Júlio Pereira, de Santa Maria que fará uma apresentação especial para comemorar seus 40 anos de Acordeon.

Júlio Cesar Pires Pereira, é missioneiro, natural de São Luiz Gonzaga, músico e compositor, que atua como Professor Assistente do Curso de Música/Licenciatura da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

É Mestre em Educação e Artes pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) e Especialista em Metodologia do Ensino de Artes pela Uninter. O acordeonista também é graduado em música pela Universidade Federal de Santa Maria e formado em acordeom, teoria e solfejo pelo Conservatório de Música Carlos Gomes de Santa Maria. Também atua como maestro da Orquestra Fisarmonica Vêneta de Silveira Martins.

Sua carreira como músico e compositor inclui 05 discos gravados com o Grupo Musical Raízes e um disco solo intitulado “Turumbamba de Acordeom”, além de participações em gravações com artistas como Elton Saldanha. Também foi premiado no Rodeio Internacional de Osório, Semana Crioula Internacional de Bagé, Rodeio Internacional do Cone Sul, Enart entre outros. Júlio Pereira participou de vários festivais nativistas pelo sul do Brasil e foi premiado na Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, Coxilha Nativista de Cruz Alta, Sapecada da Canção de Lages, Tertúlia Musical Nativista de Santa Maria e Querência do Bugio de São Francisco de Assis.

No domingo, ele sobe ao palco com um repertório de 11 canções instrumentais ao lado de Junior Benaduce (violão), Miguel Ranoff (baixo) e Vanderson Rocha (percussão).

A duração do espetáculo musical será de uma hora, onde os apreciadores da boa música terão a oportunidade de interagir com os artistas e finalizar seu domingo com uma ótima programação cultural.

O Projeto “Medianeira Instrumental” é desenvolvido pela Arquidiocese de Santa Maria, através da Lei Rouanet. As apresentações acontecem sempre no terceiro domingo de cada mês após a celebração eucarística e a entrada é franca. A apresentação será gravada e irá ao ar pela Rede Vida de Televisão no sábado, dia 25 de agosto, ás 10h30min.

Franciele Volpatto

Assessoria de Comunicação do Projeto Cultural Medianeira Instrumental

Morreu nesta na tarde desta segunda-feira o cantor e compositor Talo Pereyra. O músico, de 66 anos, estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Conceição, em Porto Alegre, desde maio, com problemas respiratórios e dependendo de ventilação mecânica. Informações sobre o velório do artista ainda não foram divulgadas.

Raul Eduardo Pereyra era argentino, natural de La Plata. Ele veio para o Rio Grande do Sul na década de 1970 e se tornou um dos principais nomes da música regionalista, vencendo 39 festivais durante sua trajetória musical. Ele também participou de grupos como Os Tropeiros do Ibirapuitã, ao lado de Leopoldo Rassier e José Cláudio Machado. Entre seus sucessos estão "O homem que se esqueceu de Deus", parceria com José Fernando Gonzáles, e "Brasilhana", com Robson Barenho.

Fonte: CP

A música gaúcha perdeu um de seus maiores ícones: Mário Barbará morreu hoje, aos 63 anos. Nascido em São Borja lutava contra um câncer no fígado desde fevereiro no ano passado. Ele estava internado no hospital São Francisco, do complexo Santa Casa desde a última sexta-feira.

Em março, Bárbara e seu colega Chico Saratt receberam o troféu “melhores do ano” pelo DVD que lançaram no ano passado. Barbará tornou-se conhecido ao vencer, em 1975, a 5ª Califórnia da Canção Nativa com a música Roda Canto, dele e Aparício Silva Rillo.

Mas sua consagração veio em 1981, quando ele apresentou, no mesmo festival, a música que se tornaria um marco na sua carreira, a canção “Desgarrados”, composição sua com letra de Sergio Napp consagrada como a grande vencedora da Calhandra de Ouro. Ainda não há informações sobre velório.

Fonte: Rádio Medianeira

Um acidente no Norte do Rio Grande do Sul matou o músico tradicionalista Volmir Martins, de 48 anos, e deixou três pessoas feridas, na madrugada deste sábado.

Volmir Martins conduzia uma van quando perdeu o controle do veículo, que caiu no rio Castilha, área rural que dá acesso ao distrito de Rio Toldo, perto das 2h30min. O músico morreu em seguida. Os três passageiros foram socorridos e encaminhados ao Hospital Santa Terezinha, em Erechim, de onde já receberam alta.

Agentes do Corpo de Bombeiros e da Brigada Militar resgataram o corpo e o encaminharam para Passo Fundo. Ainda não há informações sobre o velório e o sepultamento de Volmir.

Fonte: CP

Músico faleceu no Paraná, onde vivia há mais de duas décadas

 

Natural de Criúva, hoje distrito de Caxias do Sul, na Serra, o acordeonista Adelar Bertussi, de 84 anos, faleceu neste sábado. O músico estava internado há mais de vinte dias em um hospital de Campo Largo, na região de Curitiba, no Paraná, onde morava há mais de duas décadas. O corpo de Bertussi será transladado ao Salão Paroquial da Igreja São Jorge da Mulada, na sua terra natal.

Adelar foi um dos pioneiros na música tradicionalista gaúcha, junto com seu irmão Honeyde. Na década de 1950, formaram a dupla Irmãos Bertussi. O acordeonista gravou mais de 50 discos durante a carreira e fez shows em diversas regiões do Brasil.

A previsão é de que o corpo de Adelar Bertussi chegue em Criúva na próxima madrugada e o enterro ocorra neste domingo.

Fonte: CP

Cantor é o único brasileiro no grupo de setes artistas nomeados pela Academia Latina da Gravação

 

O cantor e compositor João Bosco será o único brasileiro homenageado com o Prêmio à Excelência Musical na 18º edição do Grammy Latino e receberá seu troféu em cerimônia em Las Vegas, em 15 de novembro. O artista de 71 anos será prestigiado ao lado da porto-riquenha Lucecita Benítez, do venezuelano Ilan Chester, do argentino Victor Heredia, da dupla espanhola Los Del Río (Antonio Romero Monge e Rafael Ruiz Perdigones), da mexicana Guadalupe Pineda e do dominicano Cuco Valoy.

 

"Estamos orgulhosos em homenagear um grupo tão diversificado de artistas internacionalmente aclamados com os Prêmios à Excelência Musical e da Junta Diretiva deste ano", disse Gabriel Abaroa Jr., presidente da Academia Latina da Gravação em uma nota oficial divulgada à imprensa. "Nossa categoria de 2017 representa uma grande variedade de artistas que, juntos, contribuíram para moldar os ritmos icônicos e a poesia da música latina ao longo da história. Cada ganhador é uma inspiração para nossa cultura, além de inspiração para a música moderna e contemporânea", finalizou.

 

 

As mais de quatro décadas de trajetória profissional de João Bosco são anos de diálogo de sua obra com mestres da tradição e, principalmente, da sua geração dos anos 1970. O anúncio da nomeação do artista precede o lançamento do 27º álbum de sua carreira, que vai se chamar “Mano que zuera” e chega oito anos depois de seu último projeto de inéditas, “Não vou pro céu, mas já vivo no chão”. Tendo consagrado um estilo inconfundível como compositor e intérprete de suas canções, dono de uma divisão rítmica vigorosa, Bosco mistura influências de sua herança moura com a bossa nova, o samba, o jazz e os ritmos africanos.

 

 

"É muito bom saber que a maneira como atravessamos todos esses anos — e muitas vezes o fizemos no escuro — é iluminada por um raio de luz que nos revela e nos enche de orgulho e gratidão", declarou Bosco sobre a premiação em um comunicado. “Há um grande número de gêneros musicais nesse universo hispano-americano, ou na América Latina ou ainda na música de sonoridade de língua espanhola. Eu me lembro que desde criança fui criado em meio a esse sonido e penso que o Grammy Latino tem essa função de perpetuar esse traço de união, reforçá-lo de tal forma que sempre que nos encontrarmos nos sentiremos Hermanos. Obrigado por essa distinção e honra”, concluiu.

 

Fonte:CP

Apresentação de abertura será da Orquestra Villa-Lobos e da Companhia Jovem de Dança.

 

Uma nova maratona cênica inicia em Porto Alegre nesta terça-feira. Até o dia 24 de setembro, o 24º Porto Alegre Em Cena reunirá 37 grupos de artes cênicas, com 381 artistas, técnicos e produtores em 15 diferentes espaços culturais. O espetáculo de abertura será às 21h, com a Orquestra Villa-Lobos e Companhia Jovem de Dança, no Theatro do Bourbon Country (Tulio de Rose, 80). As duas referências da cultura de Porto Alegre estarão juntas no mesmo palco pela primeira vez.

 

Luciano Alabarse, fundador do festival e coordenador-geral até 2016, segue acompanhando o evento como secretário municipal de Cultura, passando a batuta para Fernando Zugno, que atua há 12 anos no projeto. A nova curadoria faz homenagem para as mulheres, trazendo montagens encabeçadas por grandes atrizes e diretoras, atrações e debates sobre o gênero. A atriz Nathalia Timberg fará estreia nacional de “Chopin ou Tormento do Ideal”; Andrea Beltrão atua no solo “Antígona”; Drica Moraes, na comédia "Lifting"; Georgette Fadel, em “Afinação I”; e Denise Weinberg, em “O Testamento de Maria”, de Ron Daniels. A madrinha do evento neste ano é a pesquisadora Esther Grossi, referência em educação no Brasil e que sempre teve uma participação muito ativa no festival, recebendo grupos e convidados em sua casa e contribuindo com o projeto das mais diversas maneiras.

 

 

Das atrações de fora, serão quatro espetáculos internacionais e 11 nacionais, de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais. A grande atração é a produção da catalã Angélica Liddell, “Génesis 6, 6-7”, que estreia na América Latina. Da Colômbia, vem "Maratón de New York", montagem para o texto do autor italiano Edoardo Erba concebida por El Hormiguero Teatro, grupo que se destaca pela criação de obras com diferentes linguagens cênicas e estéticas. Do Uruguai, a curadoria trará uma produção diferente das últimas que vieram do país latino-americano, investindo no espetáculo de dança contemporânea "Big Bang", da Gen Danza. A segunda coreografia internacional vem da França, em "Tremor and More", criação minimalista do holandês Herman Diephuis para o bailarino mineiro Jorge Ferreira.

 

 

Entre as produções locais está o sarau "Discutindo a Relação", com o flautista Ayres Potthoff, o violonista Mathias Pinto e o professor Luís Augusto Fischer, além dos dez espetáculos que disputam o 12º Prêmio Braskem em Cena. Neste ano, o Centro Municipal de Cultura foi escolhido para ser o Ponto de Encontro Petrobras. O espaço será decorado, receberá iluminação especial e terá food bikes e food trucks com comidas e bebidas para atender grupos teatrais e espectadores durante todo o período do evento, além de abrigar a bilheteria oficial do Porto Alegre em Cena. O local também receberá atividades paralelas, formativas e gratuitas, como mesas-redondas com artistas, diretores de festivais, nomes da cena porto-alegrense, filósofos e psicanalistas que vão trazer diferentes olhares sobre seis assuntos: curadoria, performance e a beleza perdida, a presença da mulher na cena, a mulher negra na dramaturgia contemporânea, o movimento trans nas artes e a tragédia grega no teatro brasileiro.

 

Fonte:CP