Burocracia dificulta o início da obra de reforma na ponte da localidade de São Lucas

Quinta, 17 Maio 2018 16:24 Publicado em regionais

Reforma da ponte que faz divisa entre São Pedro e Cacequi custará R$ 80 mil e Prefeitura receberá ajuda de empresários e produtores rurais

 

Desde outubro de 2017, a Administração Municipal de São Pedro do Sul vem batalhando para resolver o problema da ponte do Rio Ibicuí que faz divisa entre os municípios de São Pedro do Sul e Cacequi através da localidade de São Lucas. Mas, além da falta de recursos a burocracia é um dos maiores empecilhos para dar início às obras.

A ponte existente no local tem mais de 40 anos e passou por algumas reformas ao longo dos anos, mas atualmente oferece perigo para quem utiliza a estrutura totalmente de madeira e já em condições precárias, pois há vários anos não recebe melhorias. Com 52 metros de comprimento e 5 de largura a ponte escoa boa parte da safra de arroz e soja produzida nos dois municípios.

Segundo o Secretário de Planejamento Eduardo Freitas, inicialmente a ideia era construir uma ponte nova de madeira ao lado da estrutura existente para não precisar interromper o trânsito no local, tendo em vista que construir uma ponte de concreto é inviável devido ao custo exorbitante.

O projeto foi feito pelo Engenheiro Civil Sergio Druzian, servidor de carreira da Prefeitura Municipal e começaram as diligências para viabilizar as licenças ambientais. Abaixo de 50 metros, a licença poderia ser viabilizada pelo próprio Engenheiro Florestal da Prefeitura, mas como a ponte possui 52 metros, a licença deve ser feita pela FEPAM, o que deu início ao processo burocrático. Os engenheiros da Prefeitura tiveram grande dificuldade de contatar o órgão e quando conseguiram foram informados de que a taxa da licença custaria caro e mesmo assim demoraria meses para ser liberada.

Com a demora e como a safra já está terminando e a ponte não teve solução, a Prefeitura decidiu reformar a ponte existente, pois assim não precisa de licença da FEPAM, apenas deve informar o órgão de que a reforma será feita e encaminhar o projeto, com taxas bem menores e menos burocracia.

O Secretário de Planejamento informou que a Secretaria de Obras através do Secretário Volmar Lampert já está agilizando a compra do material para a execução da obra.

“Se fossemos fazer a ponte nova ao lado da existente só em taxas com a FEPAM iriamos gastar R$ 23,989.88 (Licença Prévia R$ 12.055,78 mais a Licença de Instalação R$ R$ 11.934,10). Reformando a ponte, a mesma a taxa baixou para R$ 642,98 gerando uma economia bem considerável”, explicou Freitas.

O valor da reforma está orçado em R$ 80.000,00, sendo que a parte do desvio do leito do rio e instalação das estacas será feita através de uma empresa terceirizada. Já o material será adquirido pela Prefeitura Municipal e a mão de obra será contratada pela Prefeitura e paga pela iniciativa privada, tendo em vista que moradores e agropecuaristas da região que utilizam a ponte se prontificaram a ajudar a prefeitura com os custos, pois é de interesse de todos que a ponte esteja em condições de tráfego.

A ponte tem capacidade para suportar até 20 toneladas, mas os motoristas de caminhão se arriscam com cargas bem mais pesadas, o que causa medo e preocupação tanto dos moradores como por parte da prefeitura.

“Sabemos das condições precárias da ponte e desde que assumimos a pasta essa é uma de nossas maiores preocupações, mas infelizmente não depende apenas da nossa vontade de fazer, pois a burocracia atrapalha o andamento dos serviços públicos”, explicou o Secretário Eduardo. O Secretário salienta que a ponte só ficou desta forma por falta de manutenção periódica da antiga administração.

Assim que for dado início nas obras, se o leito do rio e as condições climáticas permitirem, a obra pode ficar pronta em dois meses. “Vamos torcer para que nestes meses de inverno não chova muito e o leito do rio não aumente, pois assim a obra anda mais rápido”, disse o secretário. Eduardo explica que boa parte da obra poderá ser feita com a ponte em uso e o tráfego somente será interditado com cerca de 40% da obra em andamento para que possa ser finalizada. A ponte terá guarda corpo para maior segurança dos usuários, tendo em vista que a ponte atual não possui e a capacidade também será aumentada.