Frente Contra a Violência Obstétrica é criada na Assembleia Legislativa

Quarta, 08 Novembro 2017 10:37 Publicado em regionais

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa homologou, nessa terça (7), a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Proteção à Gestante e à Parturiente. A ação foi proposta pelo deputado Valdeci Oliveira a pedido do Movimento Mães na Luta contra a Violência Obstétrica, de Santa Maria. Para viabilizar a Frente, Valdeci colheu 21 assinaturas de parlamentares de diferentes bancadas. “Eram necessárias, no mínimo, 19 assinaturas para formar a Frente. Em poucos minutos, no plenário da Assembleia, eu obtive o apoio de 21 de colegas, o que mostra a relevância da pauta.

 

A violência obstétrica é mais comum do que se imagina e comporta todo tipo de violência cometida contra a gestante e sua família em serviços de saúde durante o pré-natal, parto, pós-parto ou abortamento”, afirmou Valdeci.

 

O próximo passo, segundo Valdeci, será fazer a instalação da Frente, o que ocorrerá neste mês. A ideia é reunir os integrantes do movimento santa-mariense, o vereador Valdir Oliveira, que trabalha essa pauta em Santa Maria, e demais autoridades, profissionais e pessoas vinculadas à temática no Estado para estabelecer um cronograma de atividades.

 

Uma das primeiras ações da Frente será elaborar um projeto de lei que estabeleça medidas de proteção e de informação às gestantes e às parturientes no Rio Grande do Sul. “Conforme levantamentos e estudos realizados, uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante a gestação. E o que se observa, a partir dos relatos das famílias que vivenciaram casos de violência obstétrica, é que as gestantes e parturientes não possuem mecanismos para prevenir e até para denunciar abusos. Isso tem que mudar. É fundamental garantirmos atendimento humanizado às mulheres durante toda a sua gestação e também no pós-parto”, afirmou.

 

EXEMPLOS DE VIOLÊNCIA – De acordo com os técnicos da área da saúde, são inúmeros os exemplos de violência obstétrica cometidos contra gestantes e parturientes. Entre esses exemplos, estão a falta de informações claras sobre o estado de saúde da mulher, a realização de procedimentos sem explicação prévia, o não oferecimento de opções para alívio da dor, o impedimento da presença de acompanhantes e, até mesmo, a realização de broncas ou xingamentos durante o trabalho de parto.